palavras... delírios... vômitos... buracos negros... umbigos... pélvis lisa... tudo que interessa!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
OS DIAS PASSAM
Os dias passam, passam, passam
Só eu, continuo parado.
Aqui, nessa esquina vazia
Onde estacionei meu coração.
E deixo minha carcaça pegando sol e chuva
Dia após dia, e outro dia e outro dia
Incansáveis, eles passam por mim
E não deixam rastros.
Deixam meu corpo mais cansado
Minha cabeça sem motivação
Só a dor consegue me penetrar
E vai fundo, e rasga tudo por dentro.
Se eu tivesse as respostas, eu juro.
Eu não saberia o que fazer.
Eu nunca soube
Eu nunca quis saber.
Mas já não me engano tanto quanto antes
Mentira, ainda ontem me enganei.
Olhei tantas vezes que não consegui ver
A verdade da tua mentira.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Quando eu caí
Você não me deu a mão
Eu vi o que vi
Sem a sua visão
quando eu senti o gosto da derrota
escorrendo pelo canto da minha boca
feito fiapo de sangue
percebi um movimento estranho dentro daqui
me vi com o corpo pegando fogo
e nem toda a água do mundo
poderia apagar
nem aplacar essa dor
quando olhei no teu olho
você fugiu
você mentiu
você padeceu
e foi deitar noutra cama
e foi sorrir longe
outra pessoa
não era eu, sorria também.
Você não me deu a mão
Eu vi o que vi
Sem a sua visão
quando eu senti o gosto da derrota
escorrendo pelo canto da minha boca
feito fiapo de sangue
percebi um movimento estranho dentro daqui
me vi com o corpo pegando fogo
e nem toda a água do mundo
poderia apagar
nem aplacar essa dor
quando olhei no teu olho
você fugiu
você mentiu
você padeceu
e foi deitar noutra cama
e foi sorrir longe
outra pessoa
não era eu, sorria também.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Pés de Geleia
Lá estava eu, seguro. Caminhando firme no asfalto duro da minha solidão. Quando, de repente, senti meus pés em nuvens, como se flutuando numa estrada de geleia mole e lisa. Sentia meus pés em nuvens, mas não eram nuvens, nem geleia. Nem o que sentia devia ser verdade. Era apenas um sentimento, e me inundava, e me fazia transbordar lágrimas secas. Tentei aparar. Minhas arestas, meu corpo inteiro, cansado da estrada. Tentei me amparar, em alguma fuga. Alguma resposta vazia, ou nenhuma. Quis me amputar, mas me faltava coragem para perder meus membros. Agora que estou acostumado com meus inquilinos. Com meus monstros com quem já convivo faz muito tempo, desde que comecei a pensar e sentir que luto bravamente contra eles. É cansativo, é enfadonho, chega a ser chato, mas tenho que continuar lutando. Senão eles me vencem, senão eles me cegam, e falam por mim e mentem palavras absurdas a meu respeito. Eu tenho medo deles, mas luto bravamente!
Agora, a sensação da geleia já passou faz tempo, e me encontro perdido em pensamentos, muitos deles vazios, a maioria confusos. Sou um recheio que ainda não foi provado, sou mais que um absurdo completo, sou a antítese de tudo, foi assim que me criei, acho que assim vou morrer um dia. Sendo o avesso do avesso do avesso. Sempre um novo tropeço, e você já não está no mesmo lugar. Não adianta o tempo passar. Tudo parece anestesiado, tudo parece mole e doce, como uma geleia.
- "E se eu me perder?"- retruco
- "Quem irá me salvar?"- me indago
- "Acho que estou só!"- reflito
O tempo passa. Não pára nunca, esse maldito. Quando eu era criança e não sabia chorar. Eu sentei no meio da praça e vi a banda passar, com todas as suas cores, com todas as suas músicas. Vi as pessoas atrás, algumas sorrindo, outras marchando respeitosamente, a maioria se divertido com a algazarra da Lira Filarmônica. Ela sempre se apresentava em frente ao Coreto. E nós, crianças, ficávamos em volta a sorrir, saltitar e brincar de ser maestro. Quando eu era criança, eu não sabia chorar. Eu tinha muitos sentimentos, mas não chorava nunca. Hoje, me pego em lágrimas. São secas como o vento que me corta a face, feito uma navalha seca e cega. Sou dono do meu avesso. O recomeço, estou sempre atrás. Me sinto no meio de um enorme Delay. Um furacão passou do meu lado, meus pés tremeram, meu corpo flutuou alguns sentimentos, mas eu permaneci aqui. Queria ter voado com o furacão. Queria ter rodopiado no espaço. Queria cair em outro planeta, constelação, outra galáxia. Mas agora sou adulto, e choro.
- "E se eu me perder?"
- "Quem irá me salvar?"
- "Acho que estou só!"
Agora, a sensação da geleia já passou faz tempo, e me encontro perdido em pensamentos, muitos deles vazios, a maioria confusos. Sou um recheio que ainda não foi provado, sou mais que um absurdo completo, sou a antítese de tudo, foi assim que me criei, acho que assim vou morrer um dia. Sendo o avesso do avesso do avesso. Sempre um novo tropeço, e você já não está no mesmo lugar. Não adianta o tempo passar. Tudo parece anestesiado, tudo parece mole e doce, como uma geleia.
- "E se eu me perder?"- retruco
- "Quem irá me salvar?"- me indago
- "Acho que estou só!"- reflito
O tempo passa. Não pára nunca, esse maldito. Quando eu era criança e não sabia chorar. Eu sentei no meio da praça e vi a banda passar, com todas as suas cores, com todas as suas músicas. Vi as pessoas atrás, algumas sorrindo, outras marchando respeitosamente, a maioria se divertido com a algazarra da Lira Filarmônica. Ela sempre se apresentava em frente ao Coreto. E nós, crianças, ficávamos em volta a sorrir, saltitar e brincar de ser maestro. Quando eu era criança, eu não sabia chorar. Eu tinha muitos sentimentos, mas não chorava nunca. Hoje, me pego em lágrimas. São secas como o vento que me corta a face, feito uma navalha seca e cega. Sou dono do meu avesso. O recomeço, estou sempre atrás. Me sinto no meio de um enorme Delay. Um furacão passou do meu lado, meus pés tremeram, meu corpo flutuou alguns sentimentos, mas eu permaneci aqui. Queria ter voado com o furacão. Queria ter rodopiado no espaço. Queria cair em outro planeta, constelação, outra galáxia. Mas agora sou adulto, e choro.
- "E se eu me perder?"
- "Quem irá me salvar?"
- "Acho que estou só!"
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
DENTRO DO EIXO
DENTRO DO EIXO
Me encontro
Menos por fora
Mais do que vejo
Me percebo
Estou no Eixo
Dentro dele
Sou partícula interna
Externa jamais
Estou sedento
Dentro do Eixo
E daqui enxergo quem está fora
Tentando manipular mentes e sentimentos.
É tudo mentira
Invenção, inversão
É tudo lobo, da mesma matilha
Uivando na noite imensa
Mas eu não deixo
Que mexam no meu queijo
Que mudem o meu veio
Que toquem no meu queixo
Dentro do Eixo
Onde me encontro
E me percebo
Eu vejo o tempo que perdi querendo estar por fora de mim.
Me encontro
Menos por fora
Mais do que vejo
Me percebo
Estou no Eixo
Dentro dele
Sou partícula interna
Externa jamais
Estou sedento
Dentro do Eixo
E daqui enxergo quem está fora
Tentando manipular mentes e sentimentos.
É tudo mentira
Invenção, inversão
É tudo lobo, da mesma matilha
Uivando na noite imensa
Mas eu não deixo
Que mexam no meu queijo
Que mudem o meu veio
Que toquem no meu queixo
Dentro do Eixo
Onde me encontro
E me percebo
Eu vejo o tempo que perdi querendo estar por fora de mim.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
O S C I L A Ç Ã O
Tudo bem, eu sei
Eu não fui ninguém
Não fui além de palavras
Mal consegui resistir ao teu sorriso
Sucumbi, diante da tua recusa
Me abusa saber
Que só eu não sei mentir
Ou que sinto medo, e sumo
Agora, atrás desse muro
Eu já nem sei
Como vou conseguir te olhar nos olhos,
Mesmo que seja Adeus.
Lembro quando te vi pela primeira vez
Você passou como um vento passa
Mas deixou teu sorriso
E eu senti.
G R I T O
Grita tão alto, como se ninguém pudesse ouvir
Dá um salto
Mergulha no infinito de palavras tortas, toscas, desejos torpes, corpos despidos, lençóis amassados, sonhos perdidos, jazz na vitrola, saliva quente.
O corpo está cansado
Depois de tanto desejo
Depois emerge, sem expressão.
Há uma ânsia, um desejo lhe enche os peitos
Há um jorro contido
Há tanto fluído preso dentro dessa glande
Há tanto vômito para explodir dessa garganta…
Deita,
Solene.
Brota
Novos suspiros.
Vezes em que a mudez
Suspende o grito.
Vezes em que a mudez
Suspende o grito.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
TATUAGEM
Vejo uma paisagem francesa
Com jovens sentados e felizes
Imagino se é debaixo dessa ponte
Que estará o teu sorriso
Imagino onde estará
Teu corpo ameno
Teu cheiro doce
Teu beijo malicioso que imaginava e era meu
Me engano com minhas visões
Viajo em busca de algum lugar seguro
Me afogo nas mesmas ilusões
É um eterno retorno, juro
Queria esquecer o tanto de bom
Quando imagino estar com você
Mas mesmo que suma por toda a vida
Não vou conseguir me livrar
Da tua imagem
Dentro da minha cabeça
Coçando na minha pele
Em mim, por inteiro.
Você chegou e ficou,
Feito tatuagem.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
SOLTAS / LARGADAS / FROUXAS / FRASES / FASES...
"O Silêncio é uma montanha na minha boca
É um furacão no meu estômago.
Você acha que já sofreu o bastante?
Mas todo mundo sofre, se contente com isso.
Todo mundo sofre
Mas todo mundo sofre, se contente com isso.
Todo mundo sofre
Não perca o seu tato
Me dê sua mão
Não se sinta sozinho."
"De onde você é?
O que veio fazer?
Quem precisa das respostas?"
"Sou a surpresa que guardei para o fim
O que veio fazer?
Quem precisa das respostas?"
"Sou a surpresa que guardei para o fim
E nem sei mais o que restou do meu sonho
Se estava dormindo
Ou morto de sono."
"Cada dia pode ser...
O último sorriso no canto da boca
O último sorriso no canto da boca
A ruga que não vai nascer
A lágrima que ficou presa no olho."
A lágrima que ficou presa no olho."
terça-feira, 10 de setembro de 2013
M E D O
Meses sem dormir
Sem respirar fundo
Nem sorrir por sorrir
Em busca do alívio profundo
Se amanhecer
E eu não estiver mais aqui
Onde eu vou estar?
Vai se lembrar de mim?
Eu fui alguém
Mesmo sem querer, mesmo sem saber
Tentei respirar
Já sorri por sorrir
Meses sem sentir
Medo de viver
Medo do escuro
Medo do teu beijo
De olhar no teu olho
De sentir teu calor
Onde estão as pontes, os desfiladeiros e as montanhas?
Onde estão os trampolins?
Se amanhecer
E eu não quiser mais sorrir
Eu devo chorar?
Vai ser bom ou ruim?
sexta-feira, 19 de julho de 2013
NEIL YOUNG
Estava lendo a autobiografia de um dos meus mestres, Neil Young, e lá ele diz que deixou de fumar maconha e que se sente muito melhor, mais focado: "(...) Então raspei meu dedo do pé numa pedra na piscina e ele quebrou. Meu dedo mindinho! Então, tenho que pegar leve. É por isso que escrevo esse livro agora. Ou talvez seja pelo fato de que deixei de fumar maconha. Estou muito mais focado. É estranho. De um lado, não sei se consigo compor desse jeito. De outro lado, admito que provavelmente só estou escrevendo esse livro porque parei de fumar. Alguém deveria registrar isso para uma pesquisa sobre sobriedade, mas não eu."
Daí eu me pergunto: Será que vou ter que parar de fumar maconha para poder escrever meu livro?
quinta-feira, 18 de julho de 2013
F O M E
Minha palavra é tosca
Rudimentar, crua, ordinária, selvagem e grita:
Me sinto parvo!
Vivo em busca de um eterno recomeço
Agora minha cabeça anda cheia de coisas novas
Algumas não me pertencem
Algumas quero eliminar
Outras vieram e tomaram seu lugar
A natureza confunde
A sua e a minha alma
São tantos quereres embutidos em tudo
Dá um nó nos olhos só de pensar
Minha poesia é tosca
Grita, Selvagem, ordinária, crua
É uma porção de carne humana que se serve fria
Da forma mais rudimentar.
(É comer ou largar)
TUDO BEM
Tudo bem, eu sei
Eu não fui ninguém
Não fui além de palavras
Mal consegui resistir ao teu sorriso
Sucumbi, diante da tua recusa
Me abusa saber
Que só eu não sei mentir
Ou que sinto medo, e sumo
Agora, atrás desse muro
Eu já nem sei
Como vou conseguir te olhar nos olhos,
Mesmo que seja Adeus.
Lembro quando te vi pela primeira vez
Você passou como um vento passa
Mas deixou teu sorriso
E eu senti.
Grita bem alto, como se ninguém pudesse ouvir
Dá um salto
Mergulha no infinito de palavras tortas, toscas, desejos torpes
Depois emerge, sem expressão.
Há uma ânsia, um desejo lhe enche os peitos
Há um jorro contido
Há tanto fluído preso dentro dessa glande
Há tanto vômito para explodir dessa garganta…
SOLOMÃO ACORDOU.
Solomão se escora pelas paredes sebentas do banheiro sujo do bar imundo onde ele se encontra, todo desabonado, maltrapilho, inundado em dúvidas, em dívidas passadas (de passados que nunca passam). Solomão vomita palavras nas paredes dos banheiros públicos. Poesias torpes. Letras toscas. Devaneios sem tamanho, nem medida. Aceita esmolas. Aceita afagos. Deita no chão, acorda com a boca grudada no aslfato quente, os lábios em chamas, estorricados, não come nada, não bebe nada. Os olhos vorazes, procuram pelo que ele não sabe - sentir nem medir - nem sabe o que é que procura, mas não pára, dedos vorazes, desejos ávidos, mente oficina do Diabo. Mente vazia. Mente cheia. Oficina do Diabo. Procura pelo vazio, onde achar o vazio? O vazio não se acha, talvez um vaso?! Onde ele possa vomitar seus sonhos. Talvez ele "vaze" dali. Seus olhos não gostam da cor dessa tinta descascada nas paredes sujas desse bar fétido, ele volta sempre ao começo porque seus pensamentos quase sempre estão confusos. Na garganta explode um desejo, é quente, líquido, pode eclodir a qualquer momento, ele pode explodir. Ele pode jorrar pelos poros, sangue, urina, vômito, esperma, excremento ou apenas secreção. Ele pode explodir a qualquer momento.
Solomão se escora pelas paredes sebentas do banheiro sujo do bar imundo onde ele se encontra, todo desabonado, maltrapilho, inundado em dúvidas, em dívidas passadas (de passados que nunca passam). Solomão vomita palavras nas paredes dos banheiros públicos. Poesias torpes. Letras toscas. Devaneios sem tamanho, nem medida. Aceita esmolas. Aceita afagos. Deita no chão, acorda com a boca grudada no aslfato quente, os lábios em chamas, estorricados, não come nada, não bebe nada. Os olhos vorazes, procuram pelo que ele não sabe - sentir nem medir - nem sabe o que é que procura, mas não pára, dedos vorazes, desejos ávidos, mente oficina do Diabo. Mente vazia. Mente cheia. Oficina do Diabo. Procura pelo vazio, onde achar o vazio? O vazio não se acha, talvez um vaso?! Onde ele possa vomitar seus sonhos. Talvez ele "vaze" dali. Seus olhos não gostam da cor dessa tinta descascada nas paredes sujas desse bar fétido, ele volta sempre ao começo porque seus pensamentos quase sempre estão confusos. Na garganta explode um desejo, é quente, líquido, pode eclodir a qualquer momento, ele pode explodir. Ele pode jorrar pelos poros, sangue, urina, vômito, esperma, excremento ou apenas secreção. Ele pode explodir a qualquer momento.
Solomão lutando contra os parasitas do seu intestino salgado, maltratado, obscuro e contorcido. Solomão dialogando com suas células vivas e buscando ressuscitar as que já estão mortas. É um eterno delírio, é um salto que se leva para longe… e para lugar nenhum. Solomão travando uma guerra diária com suas paranóias, com suas angústias, medos, complexos, fraquezas, traumas, convicções, devaneios… devaneios… devaneios. Solomão gritando que é mais forte que tudo e que o mundo, e sabendo que o mundo está certo e ele está errado de tudo, e todo dia quando vai dormir, pensa no vazio que procura sem achar, simplesmente, porque ele já está ali e Solomão não vê (mas sente). Solomão guerreando mentalmente contra os tumores extra-sensoriais, espaciais, moleculares, extraordinários, estupefactos, adormecidos, sanguinários, mutantes que estão dentro da sua cabeça. Solomão negando eternamente a existência de inquilinos dentro da sua cabeça. Solomão dialogando com os inquilinos dentro da sua cabeça. Solomão acordando ao lado dos seus novos inquilinos e tomando café da manhã com eles. Solomão pensando no dia que vai se ver livre desses novos inquilinos, no dia em que vai enfim, extirpa-los.
Solomão acordou na manhã seguinte. Olhou em volta. Seu quarto parecia vazio. Seu coração parecia vazio. Solomão olhou pela janela, a rua gritava. Cheia de cores, de cheiros, de barulhos e pessoas que ele não conhecia, ou que pouco travava algum tipo de diálogo, estavam todas lá. Solomão, enfim pensou, que talvez estivesse encontrado o vazio que há tanto procurava. E ele estava logo ali, preenchendo todo aquele quarto.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
E se teu sorriso
Não for aqui do meu lado
Posso até perceber
As horas passando no descompasso
Posso sentir teu sobressalto
Teu cicio
Meu vício por vassuncê
Só aumenta com o passar do tempo
E sinto um aperto
Um apuro no peito
Comichão de borboletas bêbadas
Que não me deixam dormir
E se teu sorriso
Um dia acordar aqui, ao meu lado
Eu vou sorrir junto
E findar com meu estorvo.
Não for aqui do meu lado
Posso até perceber
As horas passando no descompasso
Posso sentir teu sobressalto
Teu cicio
Meu vício por vassuncê
Só aumenta com o passar do tempo
E sinto um aperto
Um apuro no peito
Comichão de borboletas bêbadas
Que não me deixam dormir
E se teu sorriso
Um dia acordar aqui, ao meu lado
Eu vou sorrir junto
E findar com meu estorvo.
terça-feira, 25 de junho de 2013
PEGA
pega na minha mão
e não solta nunca mais, nem me deixa cair
aperta meu peito com força
toda vez que me imagino, nessa sensação
de ouvir teu coração bater por mim
ou que pensa, ou que sente, ou deseja, ou que vai me conhecer...
o importante é viver, sempre acreditar no amanhã
E perceber quando o acaso acontece
e tudo gira violentamente dentro de você
drenando o terreno úmido que nutre esse desejo
eu quase não percebo
e já estou cantando para tua alma
e sonhando com teu jeito de olhar
na meia-luz
o corpo nu
deitado no meu
imagino as palavras
que vou falar baixinho, quase sussurrando, para que não possa entender
e queira saber, de tudo, e queira tudo
o exagero nesse momento é sempre bem-vindo
é como um suspiro infinito
um pensamento
que dura dentro da cabeça
uma promessa
eu juro
tudo pode acontecer
se minh'alma perceber a tua
e teu olhar penetrar no meu entardecer
o céu pode sorrir
quando eu acordar
desse sonho
ao teu lado.
e não solta nunca mais, nem me deixa cair
aperta meu peito com força
toda vez que me imagino, nessa sensação
de ouvir teu coração bater por mim
ou que pensa, ou que sente, ou deseja, ou que vai me conhecer...
o importante é viver, sempre acreditar no amanhã
E perceber quando o acaso acontece
e tudo gira violentamente dentro de você
drenando o terreno úmido que nutre esse desejo
eu quase não percebo
e já estou cantando para tua alma
e sonhando com teu jeito de olhar
na meia-luz
o corpo nu
deitado no meu
imagino as palavras
que vou falar baixinho, quase sussurrando, para que não possa entender
e queira saber, de tudo, e queira tudo
o exagero nesse momento é sempre bem-vindo
é como um suspiro infinito
um pensamento
que dura dentro da cabeça
uma promessa
eu juro
tudo pode acontecer
se minh'alma perceber a tua
e teu olhar penetrar no meu entardecer
o céu pode sorrir
quando eu acordar
desse sonho
ao teu lado.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
NÃO VALE
Não vale meu sorriso
Nem minha lágrima vale
A perna que tremi quando vi
Não vale
Nem lembrar
Nem esquecer
Apenas voltar a me manter
Sem prestar atenção
Se é dia, se é noite, se vai ligar (ou não)
Assim, o tempo passa mais sereno
Rápido com isso...
Não há tempo a perder com nada.
Segunda começa tudo novo
A dúvida só aumenta
A dívida só multiplica
Aqui, sozinho, conto meus ossos
São sete para as onze
Logo é meia-noite
Logo acaba mais um dia
Só essa angústia, que acelera, e nunca acaba.
Não vale meu sorriso
Nem minha lágrima vale
A perna que tremi quando vi
Não vale
Nem lembrar
Nem esquecer
Apenas voltar a me manter
Sem prestar atenção
Se é dia, se é noite, se vai ligar (ou não)
Assim, o tempo passa mais sereno
Rápido com isso...
Não há tempo a perder com nada.
Segunda começa tudo novo
A dúvida só aumenta
A dívida só multiplica
Aqui, sozinho, conto meus ossos
São sete para as onze
Logo é meia-noite
Logo acaba mais um dia
Só essa angústia, que acelera, e nunca acaba.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Nuvens
Eu olho para as nuvens
Procuro teu rosto
É escuro onde estou
As nuvens me confundem
Já é noite
Logo vem a lua
Mas tua luz
Nunca vem, só as nuvens
Escuto o silêncio
Ele não traz nada
Nem tua presença
Só as nuvens.
Na minha vizinhança
Escuto todos os barulhos
Mas sua voz não escuto
As nuvens me confundem.
As nuvens, nuvens, nuvens.
Eu olho para as nuvens
Procuro teu rosto
É escuro onde estou
As nuvens me confundem
Já é noite
Logo vem a lua
Mas tua luz
Nunca vem, só as nuvens
Escuto o silêncio
Ele não traz nada
Nem tua presença
Só as nuvens.
Na minha vizinhança
Escuto todos os barulhos
Mas sua voz não escuto
As nuvens me confundem.
As nuvens, nuvens, nuvens.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Q U E R I A
Queria fumar mil cigarros
Agora mesmo
Tragar tudo de uma vez
E sumir na tragada (assim, do nada)
Queria muito apagar meus passos
Não dar mais passo algum
Se não posso sorrir, e nem posso caminhar
Ninguém vai me impedir de me tragar
Nem de nadar
No mar
Voar no ar
Cair no nada
Nem de esquecer
Que estou aqui
No que posso ser
Se ainda vou crer
Se vai amanhecer
Dentro da minha cabeça
Se vai acontecer
Quando eu olhar pros teus medos
Eu vou perceber?
Vou ter tempo para entender
Vou conseguir respirar
Eu preciso respirar (senão eu piro)
Quando eu antes gritava
E era alto o meu grito
Muitas vezes confundi meu lamento
E chorei sozinho, com medo
Agora, ainda choro
Sozinho
E com medo
Mais medo ainda de caminhar, eu tenho.
Me contenho
Seguro meus ímpetos
Como agora, e sempre
Tenho medo de me atropelar
Eu nem sei dirigir
Nunca quis saber
Mas eu sempre quis saber
Se podia ser mais do que sou.
Até agora não sei
Nada.
Quase.
Nunca.
Agora mesmo
Tragar tudo de uma vez
E sumir na tragada (assim, do nada)
Queria muito apagar meus passos
Não dar mais passo algum
Se não posso sorrir, e nem posso caminhar
Ninguém vai me impedir de me tragar
Nem de nadar
No mar
Voar no ar
Cair no nada
Nem de esquecer
Que estou aqui
No que posso ser
Se ainda vou crer
Se vai amanhecer
Dentro da minha cabeça
Se vai acontecer
Quando eu olhar pros teus medos
Eu vou perceber?
Vou ter tempo para entender
Vou conseguir respirar
Eu preciso respirar (senão eu piro)
Quando eu antes gritava
E era alto o meu grito
Muitas vezes confundi meu lamento
E chorei sozinho, com medo
Agora, ainda choro
Sozinho
E com medo
Mais medo ainda de caminhar, eu tenho.
Me contenho
Seguro meus ímpetos
Como agora, e sempre
Tenho medo de me atropelar
Eu nem sei dirigir
Nunca quis saber
Mas eu sempre quis saber
Se podia ser mais do que sou.
Até agora não sei
Nada.
Quase.
Nunca.
NEGRO
Quando penso
No negro dos teus olhos
Quero fugir
Quero deitar e germinar sonhos torpes
Quero imaginar
Sua roupa
Você sem roupa
Toda nua, e negra
Quando penso em teus dedos
Penso em meus medos
Os meus dedos dentro dos seus
Medos.
Quando vejo
Teus olhos negros
Eu fujo, de medo
E sonho algo torpe, bem negro.
Quando penso
No negro dos teus olhos
Quero fugir
Quero deitar e germinar sonhos torpes
Quero imaginar
Sua roupa
Você sem roupa
Toda nua, e negra
Quando penso em teus dedos
Penso em meus medos
Os meus dedos dentro dos seus
Medos.
Quando vejo
Teus olhos negros
Eu fujo, de medo
E sonho algo torpe, bem negro.
GRITA
Do fundo daquele poço
Escuto seu murmuro
Seu grito surdo
Quase ninguém ouve
Eu mesmo
Só ouço
Porque treinei meus ouvidos
Para a dor.
Você está muito longe
Não consigo alcançar tua mão
Nem que eu tentasse
Nem que eu quisesse
Não consigo enxergar
Teu pavor
Teu rosto sujo
Nem teu medo, mas eu sinto
É tarde demais
Para o perdão
O não, nós já temos
O que não temos é uma corda.
Do fundo daquele poço
Escuto seu murmuro
Seu grito surdo
Quase ninguém ouve
Eu mesmo
Só ouço
Porque treinei meus ouvidos
Para a dor.
Você está muito longe
Não consigo alcançar tua mão
Nem que eu tentasse
Nem que eu quisesse
Não consigo enxergar
Teu pavor
Teu rosto sujo
Nem teu medo, mas eu sinto
É tarde demais
Para o perdão
O não, nós já temos
O que não temos é uma corda.
ALGUNS MINUTOS DEPOIS...
Faz vinte anos
Que eu me auto-medico
Com meus próprios medos
Meus sorrisos, que não são meus
Faz dez anos
Que não me reconheço
E busco os pedaços
Que deixei por aí, por ali, acolá.
Faz um ano
Que tento me encontrar
E penso em voltar
Para meu estágio anterior
Faz alguns minutos
Que pensei agora é tarde
Tenho pouco tempo depois de tanto tempo
E o tanto que perdi, já nem sei.
Nem sei
Se amanhã vou acordar
Se vou sorrir
Se vou chorar
Se vou conseguir encarar
Novamente
Por quarenta anos seguidos
Aquilo o que me tornei.
Faz vinte anos
Que eu me auto-medico
Com meus próprios medos
Meus sorrisos, que não são meus
Faz dez anos
Que não me reconheço
E busco os pedaços
Que deixei por aí, por ali, acolá.
Faz um ano
Que tento me encontrar
E penso em voltar
Para meu estágio anterior
Faz alguns minutos
Que pensei agora é tarde
Tenho pouco tempo depois de tanto tempo
E o tanto que perdi, já nem sei.
Nem sei
Se amanhã vou acordar
Se vou sorrir
Se vou chorar
Se vou conseguir encarar
Novamente
Por quarenta anos seguidos
Aquilo o que me tornei.
SALÃO
Se eu pegar na tua mão
Para onde eu vou?
Vou olhar, vou querer, vou sentir
Você vai me perceber? (ou vai fingir mais uma vez)
Se eu pegar na tua mão
Devo acreditar que pode ser
Eu sempre sei que não vai acontecer
Mas pago para ver (para errar mais uma vez)
Se eu te chamar
Você vai me ouvir?
Vai dançar comigo?
Ou vou ficar parado no meio do salão (mais uma vez)
Se eu pegar na tua mão
Para onde eu vou?
Vou olhar, vou querer, vou sentir
Você vai me perceber? (ou vai fingir mais uma vez)
Se eu pegar na tua mão
Devo acreditar que pode ser
Eu sempre sei que não vai acontecer
Mas pago para ver (para errar mais uma vez)
Se eu te chamar
Você vai me ouvir?
Vai dançar comigo?
Ou vou ficar parado no meio do salão (mais uma vez)
quinta-feira, 11 de abril de 2013
SUPERMERCADO
Meu sonho de consumo
É comprar um supermercado
Com tudo dentro
E poder comprar tudo (de novo)
Quando estou triste é assim
Compro tudo
Até o que não preciso
Me sinto um consumista convicto (não minto)
Queria me sentir numa prateleira
Será que você iria me escolher?
Será que iria me ver?
No meio de tantas possibilidades.
Meu sonho de consumo
É comprar um supermercado
Com tudo dentro
E poder comprar tudo (de novo)
Quando estou triste é assim
Compro tudo
Até o que não preciso
Me sinto um consumista convicto (não minto)
Queria me sentir numa prateleira
Será que você iria me escolher?
Será que iria me ver?
No meio de tantas possibilidades.
Sim, Sim, Sim
Eu posso ser uma águia
Não, Não, Não
Eu não posso voar
Mas posso ver
Todos os teus segredos
Eu não tenho segredos
Eu me abro como um livro
E me deixo
Você me percebe se quiser
Se não quiser
Pode finalmente responder a minha pergunta?
Quem pode me conter?
Se nem eu tenho a medida
Nem do que sou
Nem do que fui
Se nem sei quem sou agora
Se agora nunca sei
Quando vou saber?
Nunca.
Eu posso ser uma águia
Não, Não, Não
Eu não posso voar
Mas posso ver
Todos os teus segredos
Eu não tenho segredos
Eu me abro como um livro
E me deixo
Você me percebe se quiser
Se não quiser
Pode finalmente responder a minha pergunta?
Quem pode me conter?
Se nem eu tenho a medida
Nem do que sou
Nem do que fui
Se nem sei quem sou agora
Se agora nunca sei
Quando vou saber?
Nunca.
No Que Devo Acreditar?
Eu vou acreditar
Em dragões que fodem minha mente
Em nuvens quentes que me molham de suor
Em teu sorriso elástico (essa farsa sombria)
Eu vou deitar
Quero esquecer que vivenciei tudo isso hoje
Ou que nada aconteceu mais uma vez
Pode dançar até o dia amanhecer... amanhã continua.
Eu fico aqui
Com meus muros
Os mesmos que não consigo quase nunca suplantar
Escudos de ilusão
Crio meus monstros e os alimento
Doses cavalares de angústia
Estou quase ficando bêbado, devo parar?
Ou rasgo meus medos e saio gritando, sem roupa e confuso.
Eu não sei
Sinto os sinais, sinto os ruídos, sinto os sinos batendo
Mas não consigo imaginar como deve ser
Não consigo nem pensar (agora).
Blood like a Wine.
Vou jogar um copo de vinho na tua cara
Só para você sentir
Como meu coração está
Transbordando.
Vou rasgar minhas roupas
E jogar tudo fora
Não vou carregar malas
Já basta meu próprio peso
E para onde vou?
Nem sei...
Se vou remando, andando, correndo
Ou se vou tomar carona em algum lugar
Vou jogar fora tudo o que sinto
Eu minto, não vou jogar nada
Apenas quero esquecer
Do teu sorriso
Aquele que um dia foi meu sol
Que se abria cheio de raios
Por entre minhas pernas
Ou meu corpo cansado da noite que nem terminara
Vou jogar um copo de vinho na tua roupa
Quero te fazer sentir
Como estou aqui, transbordando
Meu sangue borbulhando (cabeça girando, girando...)
Vou rasgar minhas veias
Para ver o quanto consigo resistir
Mesmo sem saber, se tenho sangue para isso
Insisto no erro, e continuo me mutilando.
Vou jogar um copo de vinho na tua cara
Só para você sentir
Como meu coração está
Transbordando.
Vou rasgar minhas roupas
E jogar tudo fora
Não vou carregar malas
Já basta meu próprio peso
E para onde vou?
Nem sei...
Se vou remando, andando, correndo
Ou se vou tomar carona em algum lugar
Vou jogar fora tudo o que sinto
Eu minto, não vou jogar nada
Apenas quero esquecer
Do teu sorriso
Aquele que um dia foi meu sol
Que se abria cheio de raios
Por entre minhas pernas
Ou meu corpo cansado da noite que nem terminara
Vou jogar um copo de vinho na tua roupa
Quero te fazer sentir
Como estou aqui, transbordando
Meu sangue borbulhando (cabeça girando, girando...)
Vou rasgar minhas veias
Para ver o quanto consigo resistir
Mesmo sem saber, se tenho sangue para isso
Insisto no erro, e continuo me mutilando.
Se eu morrer agora
E agora que encuquei
Que posso morrer a qualquer momento
Logo quando eu mais quero viver
Começam a falhar meus pensamentos
Meu escudo anda fraco
Meu sorriso anda raro
Eu mesmo não ando
Quase nunca saio do meu lugar
Me conformo, calo
Escuto mais do que falo
E quando falo
Sinto que não me ouvem, e calo.
É um eterno retorno
Uma busca infinita por mim mesmo
Até não me encontrar nunca mais
E me perder completamente
Como naqueles dias
Em que se olha no espelho
E nada se vê
Porque não existe nada além de um reflexo vazio
É assim que me sinto agora
Quando penso que posso morrer
Tragando pela última vez esse cigarro
Pensando nas coisas que não vou poder lhe dizer.
E agora que encuquei
Que posso morrer a qualquer momento
Logo quando eu mais quero viver
Começam a falhar meus pensamentos
Meu escudo anda fraco
Meu sorriso anda raro
Eu mesmo não ando
Quase nunca saio do meu lugar
Me conformo, calo
Escuto mais do que falo
E quando falo
Sinto que não me ouvem, e calo.
É um eterno retorno
Uma busca infinita por mim mesmo
Até não me encontrar nunca mais
E me perder completamente
Como naqueles dias
Em que se olha no espelho
E nada se vê
Porque não existe nada além de um reflexo vazio
É assim que me sinto agora
Quando penso que posso morrer
Tragando pela última vez esse cigarro
Pensando nas coisas que não vou poder lhe dizer.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Coração-Comprimido
Coração
Nó que não desata
Coração-comprimido
Nunca tenho a dose certa
Para aplacar minha dor
Meu desamor
Da vida
Nunca tenho a dose
Nem sei a medida
Dessa colher
Se é cheia
Ou vazia
Coração aflito
Desejo infinito
As asas que nunca tive
Onde elas estão quando eu quero voar?
Quando a ponte tiver fim
Onde me jogo
Onde me amparo
Se nem o teu colo consigo medir?
Coração-comprimido
Qual a dose de hoje?
Quantas gotas? (são gotas?!)
Qual a medida que devo tomar
Para aplacar minha dor.
domingo, 24 de março de 2013
PASSARINHO
Eu não sou passarinho
Eu não sei voar
Eu fico aqui parado, olhando
Passarinho voar.
Gosto de ouvir o canto.
Gosto do assobio.
Gosto da penugem.
Gosto da cor, gosto das penas.
Eu sinto pena
Porque eu não sei voar
E fico voando
Sem sair do lugar
Eu escuto
Quando canta, quando voa, quando pula
Eu escuto quando fica em silêncio
O seu burburinho, o seu pular de galho em galho
Isso me excita
Passarinho.
Isso me deixa louco
Passarinho.
Seu filho da puta que sabe voar!
Eu não sou passarinho
Eu não sei voar
Eu fico aqui parado, olhando
Passarinho voar.
Gosto de ouvir o canto.
Gosto do assobio.
Gosto da penugem.
Gosto da cor, gosto das penas.
Eu sinto pena
Porque eu não sei voar
E fico voando
Sem sair do lugar
Eu escuto
Quando canta, quando voa, quando pula
Eu escuto quando fica em silêncio
O seu burburinho, o seu pular de galho em galho
Isso me excita
Passarinho.
Isso me deixa louco
Passarinho.
Seu filho da puta que sabe voar!
SORRISO
Nem que você tenha
Todos os dentes do mundo para sorrir
Eu vou sentir
O que você quis dizer com sua gargalhada
Estava tudo solto
No ar, flutuava um vento solto
Eu mesmo estava torto
Mas agora acho que voltei a ser ereto
E quando dei por mim
Já era tarde
Já estava longe
Mal conseguia enxergar o teu sorriso
O horizonte eu via
Sempre. Lá ao longe
E corria, rasgando minhas roupas
Me livrando de mim mesmo
Eu estava livre, nu
Minha alma quicava, explodia
Mas você não conseguiu enxergar isso
Ao contrário, me negou
Eu não consigo conviver com isso
E sumi, e fugi, e me esvaziei
Nunca mais acreditei numa gargalhada
Nunca mais quis sorrir, nem sentir, teu sorriso.
Nem que você tenha
Todos os dentes do mundo para sorrir
Eu vou sentir
O que você quis dizer com sua gargalhada
Estava tudo solto
No ar, flutuava um vento solto
Eu mesmo estava torto
Mas agora acho que voltei a ser ereto
E quando dei por mim
Já era tarde
Já estava longe
Mal conseguia enxergar o teu sorriso
O horizonte eu via
Sempre. Lá ao longe
E corria, rasgando minhas roupas
Me livrando de mim mesmo
Eu estava livre, nu
Minha alma quicava, explodia
Mas você não conseguiu enxergar isso
Ao contrário, me negou
Eu não consigo conviver com isso
E sumi, e fugi, e me esvaziei
Nunca mais acreditei numa gargalhada
Nunca mais quis sorrir, nem sentir, teu sorriso.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
CABEÇA
A cabeça dói
Incha o cérebro
Neurônios sanguinários
Perdidos entre artérias e veias
Você sorri
Enquanto sofro
Pois se agora durmo
É porque meu corpo está cansado
Um luz negra
Me ilumina
Ouço vozes que me chamam
Será que devo ir?
Vou morar longe
Esquecer minhas raízes
Plantar árvores
E esperar
Quem sabe amanhã
Quem sabe alguns anos depois
Agora, nada.
Passado.
A cabeça dói
Incha o cérebro
Neurônios sanguinários
Perdidos entre artérias e veias
Você sorri
Enquanto sofro
Pois se agora durmo
É porque meu corpo está cansado
Um luz negra
Me ilumina
Ouço vozes que me chamam
Será que devo ir?
Vou morar longe
Esquecer minhas raízes
Plantar árvores
E esperar
Quem sabe amanhã
Quem sabe alguns anos depois
Agora, nada.
Passado.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A CHUVA
Quando antes eu queria voar
Mesmo sem saber que tinha asas
Eu queria voar... e voava.
Hoje fico tonto só de pensar, que posso.
E cruzo os braços
Cruzo as pernas
Visto algo sóbrio
E não saio do meu lugar.
Hoje eu sairia para beber
Mesmo assim, com peito em chamas, mas algo me impede
O medo
De encontrar teu sorriso no frio da noite
Vou querer fugir
Como ando fugindo e mentindo
Faz horas que ando em círculos
É certo mentir?
Quantas voltas eu devo dar
Para chegar aonde estou agora.
Chove toda tarde dentro da minha cabeça
Fico com meus pensamentos encharcados
Não consigo mais secar
Na verdade por dentro estou seco e árido
Só meus pensamentos
Só eles permanecem encharcados
Pela chuva densa que toda tarde cai dentro da minha cabeça.
Quando antes eu queria voar
Mesmo sem saber que tinha asas
Eu queria voar... e voava.
Hoje fico tonto só de pensar, que posso.
E cruzo os braços
Cruzo as pernas
Visto algo sóbrio
E não saio do meu lugar.
Hoje eu sairia para beber
Mesmo assim, com peito em chamas, mas algo me impede
O medo
De encontrar teu sorriso no frio da noite
Vou querer fugir
Como ando fugindo e mentindo
Faz horas que ando em círculos
É certo mentir?
Quantas voltas eu devo dar
Para chegar aonde estou agora.
Chove toda tarde dentro da minha cabeça
Fico com meus pensamentos encharcados
Não consigo mais secar
Na verdade por dentro estou seco e árido
Só meus pensamentos
Só eles permanecem encharcados
Pela chuva densa que toda tarde cai dentro da minha cabeça.
QUANDO CHEGAR O FIM
Já preparou seu coração
Para hoje, agora, quando o tempo passar
Você vai ficar sentado?
Vai sorrir?
Que tipo de reação espera ter
Há algo que lhe possa surpreender
Nesse fim de tudo
Dentro e fora de você
Já sentiu a tempestade batendo no peito
Aquela que te acorda sem você saber
Tira o eixo dos teus pés
Balança a espinha, te faz voar
Sente as asas nas suas costas?
Pule, do mais alto precipicio
Não tenha medo
Vai dar tudo certo, se você sorrir quando chegar o fim.
Já preparou seu coração
Para hoje, agora, quando o tempo passar
Você vai ficar sentado?
Vai sorrir?
Que tipo de reação espera ter
Há algo que lhe possa surpreender
Nesse fim de tudo
Dentro e fora de você
Já sentiu a tempestade batendo no peito
Aquela que te acorda sem você saber
Tira o eixo dos teus pés
Balança a espinha, te faz voar
Sente as asas nas suas costas?
Pule, do mais alto precipicio
Não tenha medo
Vai dar tudo certo, se você sorrir quando chegar o fim.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
"(...) Tomemos como exemplo o caso da expressão "bela caligrafia", que muitos ainda consideram exemplo de pleonasmo que se deve evitar. Quem é que sabe que, ao pé da letra, "caligrafia" significa "bela grafia"? Quem é que sabe que o elemento grego "cali-" (o mesmo de "calidoscópio", que possui a variante "caleidoscópio", à qual é preferível) significa "belo"? E quem é que hoje usa "caligrafia" com o sentido literal?
Parece mais sensato aceitar "bela caligrafia" como um dos casos de pleonasmos consagrados pela perda da noção do sentido original, o que também se vê, por exemplo, em "abismo sem fundo" (literalmente, "abismo", que vem do grego, significa "sem fundo") ou no pronome oblíquo "comigo" (soma da preposição "com" com a forma antiga "migo", que, por sua vez, vem da forma latina "mécum", em que já se encontram o pronome e a preposição). (...)"
Pasquale Cipro Neto - para Folha de São Paulo
Parece mais sensato aceitar "bela caligrafia" como um dos casos de pleonasmos consagrados pela perda da noção do sentido original, o que também se vê, por exemplo, em "abismo sem fundo" (literalmente, "abismo", que vem do grego, significa "sem fundo") ou no pronome oblíquo "comigo" (soma da preposição "com" com a forma antiga "migo", que, por sua vez, vem da forma latina "mécum", em que já se encontram o pronome e a preposição). (...)"
Pasquale Cipro Neto - para Folha de São Paulo
VOCÊ SABE DE TUDO
Seus sonhos
Estão um pouco fora de foco
É verdade que você anda sentindo as coisas errado?
Aí dentro... como anda tudo?
Você sabe, já está cansado de saber...
Que a vida não é fácil para ninguém
A dor que você sente não é melhor
Nem maior, que a da pessoa ao teu lado
Vai acender outro cigarro?
Vai tragar outra ilusão
Imaginar... sonhar algo torto, algo novo
Ou divagar em vão... no vão da madrugada.
A noite fria já chegou
E tomou conta de tudo
Foi se alastrando
Consumindo ossos, nervos, os sentimentos mais profundos.
Ela, e suas artimanhas
Seus dedos vorazes
Buscando tudo
cada pequeno buraco escondido e imundo
Nem o mais alto volume
Da canção mais barulhenta
Vai te tirar desse lugar, amigo
Porque está tudo dentro de você
O silêncio
Toda dor
O barulho
É um sino batendo na sua cabeça.
Não basta dormir
Não basta acordar
É um sino batendo na sua cabeça
E cada toque mais agudo e mais profundo.
É um mantra ao contrário
Te consumindo
Te remando para bem longe, no mar
Teu corpo é como poeira jogada no vento.
Você sabe tudo
Achava que sabia
Antes de começar a cair no sono
E perder o horário do mundo.
(ao som de "What You Want", do My Bloody Valentine)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
CHUVA
Toda vez que chove
Eu choro.
Lembranças de outras chuvas
Me invadem, tomam conta dos meus olhos.
Toda vez que chove
Eu fico nu.
Sonho em correr pelas ruas
Gritando teu nome.
Toda vez que chove
Eu acordo.
Vontade de sumir com a chuva
E escorrer entre seus braços.
Toda vez que chove
Eu grito.
Mas só eu ouço, meu grito
Seco, mudo, quase um suspiro.
Toda vez que chove
Eu choro.
Eu fico nu.
Eu acordo e grito.
Toda vez que chove
Eu choro.
Lembranças de outras chuvas
Me invadem, tomam conta dos meus olhos.
Toda vez que chove
Eu fico nu.
Sonho em correr pelas ruas
Gritando teu nome.
Toda vez que chove
Eu acordo.
Vontade de sumir com a chuva
E escorrer entre seus braços.
Toda vez que chove
Eu grito.
Mas só eu ouço, meu grito
Seco, mudo, quase um suspiro.
Toda vez que chove
Eu choro.
Eu fico nu.
Eu acordo e grito.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A música tema desse post é "0x4 - Remembrance", da banda inglesa RIDE.
Never been so far awayI don't think I want to stay in this roomAnymoreIf I crawl across the floorThen I'd be closer to that doorIt's too farNever been so far awayJust lost the last thought in my headWhat happens now?Some fantasy you've beenPick up the pieces in my mindI'm going home
(mark)
CRIANÇA
Eu era criança
E não sabia
Que tinha que ser homem
Quando chorei, foi por isso talvez.
Eu tinha 12 anos
Quando me tiraram da minha fantasia
E me deram roupas novas
Que eu mal queria vestir
Eu tiver que me acostumar
A dividir sempre
Mesmo o que julgava ser só meu
Sempre abdiquei do que era só meu
Eu não entendia teu sorriso distante
Você era tanta luz para mim
Que me deixava cego
Procurando tua mão
Logo vinha o desespero
O medo de criança insegura
A vontade de estar num abraço
Mas sempre me pegava só
E ainda me pego.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Ecos de My Bloody Valentine...
menção-honrosa:
Seguindo ainda na onda do lançamento de m b v, novo álbum do My Bloody Valentine, o tão esperado terceiro álbum, que a banda resolveu lançar apenas 22 anos depois do "Loveless". Resolvemos montar dois Top 5 da banda irlandesa, divididos entre canções mais rock/dançantes e as famosas canções de dor de cotovelo:
Top 5 Rocks and Loops - Músicas com pegada rock e dançante
1. Soon - do álbum "Loveless" (1991)
remix of MBV by Andy Weatherall.
remix of MBV by Andy Weatherall.
2. Thorn - do Ep "You Made me Realize" (1988)
3. Off Your Face - do Ep "Glider" (1990)
4. What You Want - do álbum "Loveless" (1991)
5. Soft As Snow (but warm inside) - do álbum "Isn't Anything" (1989)
5. Nothing Much To Lose - do álbum "Isn't Anything" (1989)
menção-honrosa:
New You - do álbum "m b v" (2013)
Top 5 Deprêsounds - Músicas com apelo para dor de cotovelo
1. Sometimes - do álbum "Loveless" (1991)
2. Come In Alone - do álbum "Loveless" (1991)
3. Don't Ask Why - do Ep "Glider" (1990)
4. Drive It All Over Me - do Ep "You Made Me Realize" (1988)
5. We Have All The Time In The World - cover de Louis Armstrong para EP de caridade.
TUDO SIMPLES, COMO O VENTO.
Tire sua mão
Me solte ao vento
Eu preciso sentir a brisa quente
Beijando minha face
É tudo em vão
Teu olhar que nunca senti
Teu desejo que nem imagino
O calor da tua mão
Me deixe mudo
Mais uma vez
Estou sentindo o peso do passado
É um atraso atrás do outro
Sempre encontro a parte errada
Ou percebo tarde demasiado
Os meus tropeços
Os meus passos para trás
Nessa horas, eu fico mudo
Não consigo imaginar meu mundo
Dentro do teu horizonte
De longe, mal consigo me ver
Há uma névoa densa
Que me separa
Daquilo que fui, e o do que ainda posso ser
Mesmo que esteja longe
Eu sempre vou te perceber.
Tire sua mão
Me solte ao vento
Eu preciso sentir a brisa quente
Beijando minha face
É tudo em vão
Teu olhar que nunca senti
Teu desejo que nem imagino
O calor da tua mão
Me deixe mudo
Mais uma vez
Estou sentindo o peso do passado
É um atraso atrás do outro
Sempre encontro a parte errada
Ou percebo tarde demasiado
Os meus tropeços
Os meus passos para trás
Nessa horas, eu fico mudo
Não consigo imaginar meu mundo
Dentro do teu horizonte
De longe, mal consigo me ver
Há uma névoa densa
Que me separa
Daquilo que fui, e o do que ainda posso ser
Mesmo que esteja longe
Eu sempre vou te perceber.
VOCÊ
Deixa eu chorar
Porque sou criança
Porque tenho medo
Do dia que vou crescer
Se sou homem
Posso criar
E destruir
Me enterrar dentro de mim
E brotar
Mais uma vez
Sujo e colorido
Querendo sorrir sem saber
É preciso
Não ter medo do risco
Já sei que posso falhar
Hesito, transpiro, mal consigo respirar
Tenho fome, sede
Quero perceber os sinais
Ou correr sem saber
Onde vou chegar, se tem fim, se é você.
Deixa eu chorar
Porque sou criança
Porque tenho medo
Do dia que vou crescer
Se sou homem
Posso criar
E destruir
Me enterrar dentro de mim
E brotar
Mais uma vez
Sujo e colorido
Querendo sorrir sem saber
É preciso
Não ter medo do risco
Já sei que posso falhar
Hesito, transpiro, mal consigo respirar
Tenho fome, sede
Quero perceber os sinais
Ou correr sem saber
Onde vou chegar, se tem fim, se é você.
ÚLTIMO TRAGO
Eu queria poder me tragar
E sumir
Dentro da minha própria fumaça
Me sorver por inteiro
Queria ter forças
Para dar um último trago
E pensar no que deixei de fazer
Por toda minha vida
Uma cadeira, um horizonte, também queria
Poder observar tudo de longe
De algum farol distante
E piscar, de vez em quando, emitir algum sinal
E depois sumir
Junto com a névoa, no mar
Ir para bem longe
Nunca mais voltar
Virar fumaça de mim mesmo
Eu queria gritar
E sumir todas as vezes
Que sentisse te ver, mesmo que fosse só um pensamento.
Eu queria poder me tragar
E sumir
Dentro da minha própria fumaça
Me sorver por inteiro
Queria ter forças
Para dar um último trago
E pensar no que deixei de fazer
Por toda minha vida
Uma cadeira, um horizonte, também queria
Poder observar tudo de longe
De algum farol distante
E piscar, de vez em quando, emitir algum sinal
E depois sumir
Junto com a névoa, no mar
Ir para bem longe
Nunca mais voltar
Virar fumaça de mim mesmo
Eu queria gritar
E sumir todas as vezes
Que sentisse te ver, mesmo que fosse só um pensamento.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
MBV é o nome do novo álbum do My Bloody Valentine, o sucessor de Loveless (1991), ressurge feito uma Fênix, 22 anos depois, com 09 canções inéditas para deleite de todos os fãs.
Foram 22 longos anos à espera desse novo álbum, MBV, enfim o sucessor de "Loveless" surge diante de nossos olhos e ouvidos. É uma sensação estranha ouvir músicas novas, que acabaram de sair, com a sensação de que foi quase ontem, que ouvíamos "Loveless" e mantínhamos o eterno culto ao My Bloody. Essa que é uma das bandas mais essenciais da minha vida, e da vida de muito shoegazers espalhados pelo mundo. Essa banda que não lançava um álbum cheio há 22 anos. Longos anos de espera, enfim compensados. MBV é um disco lindo, de simples nele acho que só a capa, sempre etérea, a cara do My Bloody.
O disco abre com o mestre Kevin Shields destilando sua inconfundível guitarra nos noises arrastados de "She Found Now". A segunda música "Only Tomorrow", traz a voz de Bilinda Butcher daquele mesmo jeito com que sempre nos acostumamos, doce, sublime, quase um deleite aos ouvidos. Kevin volta na faixa 3, a belíssima e bucólica "Whoo Sees You", nesse momento me transporto novamente até a fase Loveless, e me sinto como se tivesse ouvindo uma sequência das faixas daquele disco. A guitarra de Shields está fantástica nessa track, ela chora, geme e destila aquele noise sútil que só o mestre das experimentações sabe aplicar. A música termina de maneira meio abrupta, um que dá um toque a mais para a próxima track. "Is This and Eyes" abre com teclados sintetizados, e climas que nos remetem às vinhetas psicodélicas do Stereolab, até que surge a voz de Bilinda compondo todo o ambience. E continuamos, agora já na quinta track do disco, de novo Bilinda cantando "If I Am" nos remete ao passado, sem deixar de experimentar novas fórmulas, o My Bloody vai mostrando ao que veio com esse novo álbum. Destaque para as guitarras, como sempre, e não poderia deixar de ser. Nessa track, Kevin Shields marca bem a melodia com seus riffs letárgicos e hipnóticos, e a batida low-profile quase blasé da bateria dá um grão a mais. "New You" apresenta de novo a batidinha My Bloody, aquela de que tanto gostamos aliada a uma linha de baixo superpotente, que mais parece um coração batendo em estrondos repetitivos. A sensação até agora é muito boa, o disco por inteiro é legal, dançante e fresco! Eis que surge "In Another Way" e sua parede de noise proveniente das guitarras sujas de reverb e distorção de Shields e Butcher é, segundo meu amigo Marcello Braga (outro profundo conhecedor e amante das canções do My Bloody), uma daquelas faixas que se merece ouvir no loop eterno. Ahhh, que saudade que eu estava dessas guitarras, dessas camadas de noise, tão sutis, dessa batidinha eterna, etérea... Que falta fazia ouvir coisas novas do My Bloody Valentine. O disco mal acabou e já não consigo conter a euforia. Faixa a faixa, um sorriso no rosto quase que indestrutível, incontido. As duas últimas faixas são as mais estranhas e díspares do álbum. "Nothing Is" é uma espécie de samba do criolo doido com noise. Uma batida alucinante de bateria, hipnótica, cheia de noise - as guitarras estão alucinadas nessa track - e com o toque Shoegazer que só o My Bloody sabe dar. Quem precisa de tecnobrega de Stokes quando se tem o SAMBA-DO-CRIOLO-DOIDO-NOISE do My Bloody?? O disco fecha com o noise-espacial de "Wonder 2" e Kevin Shields e sua trupe se despedem nos deixando com o dedo em riste pronto para apertar no loop e ouvir tudo de novo, tudo de novo! Por favor, Kevin, lança um novo disco daqui há dois anos? Pode ser?
mbv Tracklist:
01. she found now
02. only tomorrow
03. who sees you
04. is this and yes
05. if i am
06. new you
07. in another way
08. nothing is
09. wonder 2
Para ouvir o novo disco, m b v, a banda disponibilizou um novo canal no Youtube, acessem http://www.youtube.com/user/TheOfficialMBV ou cliquem no link abaixo e todos os videos estarão lá:
mbv Tracklist:
01. she found now
02. only tomorrow
03. who sees you
04. is this and yes
05. if i am
06. new you
07. in another way
08. nothing is
09. wonder 2
Para ouvir o novo disco, m b v, a banda disponibilizou um novo canal no Youtube, acessem http://www.youtube.com/user/TheOfficialMBV ou cliquem no link abaixo e todos os videos estarão lá:
KEVIN SHIELDS É A SALVAÇÃO!!
O gênio por trás dessas guitarras não é nada fácil de entender. Dizem as más línguas que de 1991 até 2013, Shields "dispensou" dois discos cheios, por simplesmente não gostar do timbre dos instrumentos, ou por conta do andamento de algumas tracks. O fato é: Shields é gênio! Isso não se discute, mas também é um perfeccionista incontrolável. Tem que sentir as canções do My Bloody para entender do que estou falando. Nada se compara à guitarra de Shields, nesses 22 anos longos de hiato, sem um disco novo, pipocaram mundo afora centenas de bandas seguidoras do My Bloody, tentando imitar em vão o timbre dos irlandeses, como diria o Capitão Nascimento: "Nunca Serão!".
É impossível. Igual ao My Bloody Valentine, só o My Bloody Valentine!
Loveless - O álbum mítico
Em 1990, o novo álbum do My Bloody Valentine era um dos mais aguardados pela imprensa britânica e mundial, mas seu lançamento foi constantemete adiado, só ocorrendo em 1991. O atraso deveu-se essencialmente à preocupação perfeccionista de Kevin Shields, líder da banda, que levou a horas e horas em estúdio gravando e regravando material.
Em 1991, a imprensa alardeava que o novo álbum, Loveless, já teria custado mais de U$500.000,00, sendo assim de longe, o disco mais caro da história da Creation Records (rumores freqüentes afirmam que tal despesa foi uma das razões da falência da gravadora).
No fim de 1990, o EP Tremolo foi lançado e entrou no "Top 40" dos mais vendidos da Inglaterra.
Finalmente, no final de 1991, Loveless foi lançado, tornando-se um clássico imediato, com uma recepção crítica praticamente unânime nos seus elogios. Neste álbum, a distorção do trabalho anterior da banda era levada a um extremo, predominando as guitarras melódicas e densas mais que nunca, a bateria, baixo e vocais quase perdidos numa barreira sonora. Atingiu a posição 24 de álbuns mais vendidos na Inglaterra.
Teve uma recepção também positiva nos Estados Unidos, em termos críticos, aumentando a sua popularidade junto ao público com a sua digressão com a banda de rock Dinosaur Jr.
De volta a Inglaterra, a banda, roubou a cena, participando junto com bandas consagradas e emergentes, da turnê Rollercoaster (uma espécie de resposta ao Lollapalooza americano)
No entanto, Loveless nem de longe recuperou o investimento especulado em U$500.000,00 de sua gravadora e a Creation rompeu seu contrato com a banda. Em seguida, o My Bloody Valentine assina com a Island Records e no final de 1992 entra em estúdio para gravar um novo álbum.
E essa é uma longa estória, que acabou no dia 02 de fevereiro de 2013. Nem existe mais Island na jogada, nem Creation. O My Bloody Valentine surpreendeu novamente e lançou, de uma só vez, um site novo, um canal no youtube, uma página no facebook e um disco novo!
Longos 22 anos, separaram "Loveless" - o álbum mítico e cultuado por milhares de fãs no mundo todo - do novo álbum, intitulado apenas de m b v. Quando Kevin Shields anunciou que lançaria um novo disco, no final de janeiro, poucas pessoas acreditaram, muitos riram. Agora, estamos todos incrédulos, com as nove canções lançadas nesse sábado, 02 de fevereiro, dia de Iemanjá.
Aqui uma cópia do video, quando Kevin Shields anuncia o lançamento do novo álbum e leva o público a um misto de delírio e gargalhadas:
Aqui uma cópia do video, quando Kevin Shields anuncia o lançamento do novo álbum e leva o público a um misto de delírio e gargalhadas:
fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Loveless_(album) / http://pt.wikipedia.org/wiki/My_Bloody_Valentine
Yellow Loveless - O álbum Tributo feito no Japão
Yellow Loveless é um álbum tributo feito de versões covers das 11 canções do álbum "Loveless", lançado em 1991 pela Creation records. O álbum foi lançado em 23 de janeiro de 2013, pela High Fader records, coincidentemente logo após ser anunciado pelo My Bloody Valentine que o terceiro álbum estaria chegando. O lançamento desse Tributo é seguido por uma turnê que o My Bloody Valentine fará pelo Japão, como headliner do Tokyo Rocks Festival, entre outros shows.
O álbum apresenta exclusivamente artistas japoneses de diversos gêneros, incluindo bandas clássicas do Japão como Boris, Shonen Knife, entre outros interpretando as canções do álbum "Loveless", do My Bloody Valentine.
[edit]Track listing
| No. | Title | Performed by | Length | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Only Shallow" | Tokyo Shoegazer | 4:27 | |
| 2. | "Loomer" | GOATBED | 3:19 | |
| 3. | "Touched" | The Sodom Project | 4:48 | |
| 4. | "To Here Knows When" | Lemon’s Chair | 11:18 | |
| 5. | "When You Sleep" | Shonen Knife | 3:21 | |
| 6. | "I Only Said" | Tokyo Shoegazer | 5:13 | |
| 7. | "Come in Alone" | Age of Punk | 4:05 | |
| 8. | "Sometimes" | Boris | 8:12 | |
| 9. | "Blown a Wish" | Shinobu Narita (4-D Mode1) | 5:12 | |
| 10. | "What You Want" | Lemon’s Chair | 6:19 | |
| 11. | "Soon" | Sadesper Record | 6:21 |
[edit]
fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Yellow_Loveless
Sonha em ver um show do My Bloody Valentine?
Se liga então nas datas que a banda anunciou na sua agenda:
foto: Fernando Dotta (Single Parents - direto da Austrália)
Sonha em ver um show do My Bloody Valentine?
Se liga então nas datas que a banda anunciou na sua agenda:
foto: Fernando Dotta (Single Parents - direto da Austrália)
My Bloody Valentine 2013 Tour Dates:
02/03 – Seoul, KR @ Uniqlo Ax
02/05 – Osaka, JP @ The Hatch
02/06 – Osaka, JP @ The Hatch
02/07 – Tokyo, JP @ Studio Coast
02/07 – Tokyo, JP @ Studio Coast
02/10 – Tokyo, JP @ Studio Coast
02/13 – Taipei, TW @ Ntu Sports Center
02/16 – Melbourne, AU @ ATP’s I’ll Be Your Mirror Melbourne
02/18 – Sydney, AU @ Enmore Theatre
02/20 – Queensland, AU @ The Tivoli
02/22 – Melbourne, AU @ Palace Theatre
03/08 – Birmingham, UK @ O2 Academy
03/09 – Glasgow, UK @ Barrowlands
03/10 – Manchester, UK @ Apollo
03/12 – London, UK @ Hammersmith Apollo
03/13 – London, UK @ Hammersmith Apollo
05/11-12 – Tokyo, JP @ Tokyo Rocks Music Festival
05/23 – Barcelona, ES @ Primavera Sound
06/01 - Porto, PT @optimus primavera - http://www.optimusprimaverasound.com/
02/03 – Seoul, KR @ Uniqlo Ax
02/05 – Osaka, JP @ The Hatch
02/06 – Osaka, JP @ The Hatch
02/07 – Tokyo, JP @ Studio Coast
02/07 – Tokyo, JP @ Studio Coast
02/10 – Tokyo, JP @ Studio Coast
02/13 – Taipei, TW @ Ntu Sports Center
02/16 – Melbourne, AU @ ATP’s I’ll Be Your Mirror Melbourne
02/18 – Sydney, AU @ Enmore Theatre
02/20 – Queensland, AU @ The Tivoli
02/22 – Melbourne, AU @ Palace Theatre
03/08 – Birmingham, UK @ O2 Academy
03/09 – Glasgow, UK @ Barrowlands
03/10 – Manchester, UK @ Apollo
03/12 – London, UK @ Hammersmith Apollo
03/13 – London, UK @ Hammersmith Apollo
05/11-12 – Tokyo, JP @ Tokyo Rocks Music Festival
05/23 – Barcelona, ES @ Primavera Sound
06/01 - Porto, PT @optimus primavera - http://www.optimusprimaverasound.com/
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