quinta-feira, 17 de outubro de 2013

G R I T O

Grita tão alto, como se ninguém pudesse ouvir
Dá um salto
Mergulha no infinito de palavras tortas, toscas, desejos torpes, corpos despidos, lençóis amassados, sonhos perdidos, jazz na vitrola, saliva quente.
O corpo está cansado
Depois de tanto desejo
Depois emerge, sem expressão.

Há uma ânsia, um desejo lhe enche os peitos
Há um jorro contido
Há tanto fluído preso dentro dessa glande

Há tanto vômito para explodir dessa garganta…

Deita,
Solene.
Brota
Novos suspiros.

Vezes em que a mudez
Suspende o grito.

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