sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mulher

Quando olho seu retrato
Estático, sorrindo
Sinto um elefante pisoteando meu peito
Eu sei, é um defeito

Eu só quero sumir
Deixar minhas roupas
Meus rastros, meu cheiro
E nunca mais aparecer por estas paragens

Quero pegar um trem, um barco
Sair nadando
Cercado por tubarões
Completamente nu, ausente de tudo

Caminhar para bem longe
Me perder na estrada
Não querer achar o caminho
Dormir ao relento

É melhor sumir
Ir o mais distante que eu puder
Anular qualquer pensamento
A ter que imaginar o rosto daquela mulher.


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