quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Delirium Tremens

Por que falo?
Por que calo?
No canto da boca
Escorre o motejo

Tudo que eu vejo
É um membro sedento
Querendo teu coito
Elear teu corpo inteiro

No vazio
Ecoar meus desejos
Gritar no teu ouvido
Todo o meu exagero

Por acaso,
O sarcasmo voltou
Não adianta esfriar
Ainda sei botar fogo em tudo

É quando me sondo
Começo a tatear meu pensamento
Revolvo as teias que você me lançou
E reapareço num estrondo

Sou ávido e voraz
Faço da tua carniça
Meu melhor alimento
E me lambuzo da tua agonia.




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