segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Espelho

Quando olhei
No espelho dos teus olhos
Vi meu sorriso
Era puro, ouro

Teus olhos me diziam
As mentiras mais verdadeiras
Eu estava cego, mas sentia
Que meu corpo estava ardendo na tua fogueira

meu sorriso era pleno, 
voava pelo rosto, abria asas
E deslizava
Pelo céu da minha face

Tem dias na vida que o que importa é acreditar
Tem dias que nem precisavam existir

Ontem,
Quis te olhar de novo
E senti o vazio ecoando
Senti o meu peito ardendo e queimando

A fogueira
Acende e apaga
A chama
Não escutou?

Além de cego, surdo
Além de mudo, o muro
Além de tudo, o nada
Além-mar, vou continuar navegando 


(no meu barco imaginário).

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