quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Foi um papôco do tamanho do mundo. 

Que escureceu tudo

Ao meu redor ficou o negrume

E o eco seco daquele estrondo tardio.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

(sem título).
Se o mundo
Fosse menos aparente
Talvez percebesse meus olhos
Tentando flertar com os teus...

Ou não.
Pois não olhava para lugar algum.



HOJE EU NÃO VOU...


Hoje não vou sair da minha casa
Não vou sorrir, não vou chorar, nem falar
Só o suficiente, para que você entenda
Que hoje eu não vou sair de mim.

Sei de todos os meus dons e defeitos
E do principal
Que é o fato de não querer nada hoje
É isso que me faz afastar as pessoas. 

Não quero ninguém ao meu lado
Quero caminhar sozinho
E morrer num canto qualquer
Sem que ninguém saiba ao certo por onde caminhei.

Confesso que tenho medo
E que esse medo é todo meu sentimento
Mesmo assim não lamento
Eu apenas espero outro dia

E penso se posso sair
Mesmo sem saber para onde ir
Ou se devo caminhar
Rumo a qualquer lugar

Seria melhor ficar?
Por que eu devo fugir?
Não é mais fácil dormir?
A ausência do corpo não afeta a presença da mente.

Melhor é mentir ou falar a verdade?
Vou deitar agora
Quem sabe amanhã
Acorde melhor de humor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Grita agora,
Depois cala solene
E dorme
Como se nem houvesse o grito!
OLHOS

Os meus olhos
Para nada servem
Nem para te ver passar
Nem para sentir você

Os meus olhos
quero arrancá-los
quero perder a razão
quero ficar cego de uma vez

Os meus olhos
eu escondo
atrás de óculos escuros
atrás de pensamentos noturnos

Os meus olhos
são minhas janelas
eles vivem abertos
mesmo quando não deveriam

Os meus olhos
não são meus
não são seus, esses olhos
eu nunca enxerguei nada mesmo.
"A minha poesia pode mentir, às vezes
Mas meu pau, nunca!"

(Tristão de Montalvanis)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

http://thekittencovers.tumblr.com/
Dinheiro pra quê?

Dinheiro, eu uso pra gastar.
Pra comprar minhas ilusões.
Pra enganar meus olhos.
Pra satisfazer minhas mentiras.

THE MAGNETIC FIELDS

With Whom to Dance?


Papa Was A Rodeo



VEJO UM VAMPIRO

Eu vejo um vampiro
Sentado ao piano
Está escuro, sombrio, há algo queimando
Meu pensamento está em chamas.

Uma valsa fúnebre
Me entorta, quebra meus ossos
Eu vejo um vampiro com os joelhos inchados
Sentado num banco, tocando um piano maldito

Que queima, como meus olhos
Altos, altos e altos
Eles queimam, minhas asas queimam
Meu corpo e todos esses seres da noite

Eles queimam
Como minhas lembranças
Eu vejo um vampiro
Ele está sugando meu pescoço

(roubando meus últimos dias de vida)

"Falo o que penso, sem pensar no que falo, penso, ou calo." (Tristão de Montalvanis)
do Latim annullo

Anular
Anelar
O anel
No luar

(e o meu coração?)

Reduzir
Zerar
Destruir
Aniquilar

Esquecer
Limitar
Eclodir
Ou sumir

(Nunca mas voltar!)

PÉS


Eu não quero saber
Se você não me quer
Ou está triste comigo
Eu sinto sua frustração, batendo como um tambor.

O meu coração aflito
O meu cigarro apagado
O meu ego do tamanho do mundo
Tão grande que mal consigo enxergar

Os meus pés
Onde estão?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

AMOR DO NADA

Não... não... não...
Me recuso a sentir isso de novo.
Não é mau gosto.
É precaução.

E um pouco de medo
De me jogar da ponte
E não ter asas
E não ter um pára-quedas.



E se todo mundo acordasse se punindo?
O mundo seria um pouco melhor por conta disso?
Ou teríamos que chorar nossas lamúrias do mesmo jeito?
E se eu estivesse acorrentado, ou crucificado - agora mesmo - poderia penitenciar a mim mesmo?

(Tristão de Montalvanis)

MERDA NO VENTILADOR

No que difere o teu cheiro
Do meu cheiro?
Se quando forçamos
É a mesma merda que sai e fede

Do que adianta você se limpar
Melhor que eu, se na hora de forçar a barra
Você fede, igual.
E mesmo assim, acha que sou eu, o culpado por toda essa merda.

Tudo bem.
O Ventilador está logo ali.

domingo, 11 de novembro de 2012

O SONO

O sono vem
Esse monstro
Com sua longa cabeleira cinza
Se esvoaçando ao vento

Anda
Em passos lentos, perdidos, trôpegos
E deita, solene, na relva seca da minha mente
E faz pouco caso do que sinto, do meu corpo cansado

Me arrasto até teus olhos
Te faço crer que sou capaz de mudar
E quando percebo, que a vítima pode ser eu mesmo
Desisto, regurgito meus sentimentos, meus tropeços

Se a brisa do teu corpo, leve
Me toca, de outro jeito
Sinto o peso sob meus olhos
Sinto a tua mão pesando sobre minha cabeça

Ouço tuas lágrimas
Elas falam de coisas tristes
Não é mais uma loucura minha
Só resiste que não crê


Tanta retórica para nada
vazio no vazio, vira nada
nadando contra a maré
não encontro nada

e nada, me interessa!!
mesmo quando me engano
ou acredito que está encaixando
as peças que perdi faz tempo

não é nada, não diz nada
nadando contra a maré
chego a lugar nenhum
não me importa, estou vazio

não tenho nada
nada a oferecer
nada a desejar
absolutamente nada!

então me recolho
para o meu canto infinito
a passo a contemplar absoluto
o NADA!!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eu
Não sou
Há muito tempo.
"Pensou que era Nobre, um príncipe audaz
Mas nem tinha seu reinado
Nem cabeça tinha
Nem côroa, nenhum trófeu

Deitou
E dormiu
Sonhando sonhos torpes
Inundando a cabeça de louros."

(Tristão de Montalvanis)

Tarde.

Chegamos atrasados
O Amor se foi
Disse que não volta mais
Sabe mentir

Ponteiros atrasam
Eu estava aqui
Quando você estava lá
Chegamos tarde demais

Vou calar
entendendo paciente
Que o tempo acabou
E nós erramos a hora

Tudo é do jeito que a gente sente
Amor... Arde... Agora... Tarde!

Apague

Apague meu cigarro
Dite minhas falas
O Calor do teu corpo
Me deixa azul

Meus pés doem
Inverto os passos
Perco a noção
Do tempo e espaço

Eu sei
O tempo passou
As horas se foram
E nós estamos sós

E distantes de tudo
De nós mesmos
E do mundo
Que um dia foi nosso.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Elevador

Estava apertado
Havia muita gente naquele elevador
Estava um absurdo de quente
Mesmo assim, ele foi lá e cagou na cara das pessoas

Dezenas de palavras tortas
Daquelas com letras maiúsculas, quase gritadas
Depois voltou pro canto e se recolheu em posição fetal
Com medo que alguém o linchasse, e chorou baixinho.

Quase um pio
Se sentiu um passarinho
Quis voar, fugir daquele lugar fétido e escuro
Não era fácil, nada era fácil, nem nunca seria.

Aquele corpo fedia
Estava se decompondo
Era puro torpor
E fedia profundo.
Tudo pode acontecer novamente
Tudo pode acontecer novamente
O teu sorriso
O adeus

Aquele abraço que não me deu
O beijo que não consegui roubar
Tudo pode acontecer novamente
Tudo pode acabar de repente

Enquanto você está aqui, dentro de mim
eu consigo florescer, e germinar o teu colo

Tu pode acontecer novamente
Tudo pode acabar de repente
"Eu nunca tive medo de dizer tudo o que penso... apenas me reservo ao direito de não dizer para os imbecis, nem dialogar com eles, a eles eu reservo o meu silêncio. O meu total e absoluto, silêncio!"(Tristão de Montalvanis)

Rasgue



rasgue minhas vontades
eu quero ficar mudo
enquanto todos gritam e se esperneiam 
vestindo cores que não são suas

quero costurar meus medos
e vomitar frases tortas
na sua face pálida
na sua camiseta rosa

vem junto com o medo
um gosto estranho na boca, meio amargo
a tua sombra ontem passou por mim
parecia tão vazia, nem brilhava mais, nem exalava nada

agora, quando tentar falar alguma coisa
procura antes enxergar o caminho
para que não caia de novo, pois quando se perde o sentido
de nada vale o desejo, nem o ardor (nem o amor)

nem vale o sorriso, parece falso, perdido
é como se repetisse a mesma nota
eu não sei de nada sobre isso, venha logo e me ame agora
oh, meu pobre coração! (O que posso esperar desse dia?)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E...

pega na minha mão
me balança por inteiro
me joga pro alto
toma conta de mim.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Um vento quente
Estremece
Minh'Alma... nessa noite tardia
Mas ainda é tão cedo, tenho medo, do que pode acontecer

Se eu continuar pensando
E se continuar sentindo, esse calor
Me invadindo, me penetrando, me acolhendo
Como um peito morno, molhado e macio

Me dê tua mão
Essa madrugada pode ser nossa
Há campos vastos que podemos percorrer
Num sonho infinito

Me Dê sua mão, acredite
Eu posso colorir teu mundo, e você pode florescer
O meu mundo, o meu muro, o meu espelho
Onde vou ver teu corpo, grudado ao meu.

sábado, 15 de setembro de 2012

fuga número cem

O que eu não sei
Eu deixo perdido

(na madrugada)

Como as milhões de estrelas
Também sou infinito
Sou hiato
Sou grito (e silêncio)

Nem sempre quando quero eu digo
Eu finjo como todo mundo
Não tenho medo de dizer
Nem sentir me dá medo

Na madrugada
Eu deixo tudo aquilo que sonhei
Meu coração dilacerado
Meu peito vazio ou cheio
Minhas angústias, minhas loucuras
Até eu mesmo!

Faço de tudo para sumir do meu pensamento
Não tem muito sentido
Curto todas as possibilidades
As verdadeiras, as de mentira, menos as sintéticas.

miragem

Ontem,
Senti meu sorriso.
Nunca havia sentido isso.
O meu sorriso no meu rosto.
Assim, sentir ele rindo, me pareceu estranho.
E parei de sorrir.
Franzi.
Meu rosto, minha testa, as frestas.

Olhei no espelho
E vi o que sempre vejo
Um olhar distante
E perdido
Um pensamento constante
E tardio
Que quase sempre esqueço
Algo que não mereço, ou percebo.

É.
Não vale a pena sonhar.
Não vale apenas sorrir.
Nem olhar no fundo do espelho
Tudo é muito profundo
E confuso, pode ser miragem.


sábado, 1 de setembro de 2012

Wake-Up

O teu sorriso...
A tua pele na minha pele
O teu cabelo voando
O vento trazendo seu perfume

(embriagando meus sentidos, me fazendo sentir tanto de tudo)

Consigo imaginar quase tudo
Sigo sonhando acordado
É muito mais que meu mundo
O que sonho dividir com você.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

hologramas

É quando você some
Que eu mais procuro você
E quando não vejo o teu sorriso
Eu fico imaginando como poderia ser

Se eu pudesse sentir cada momento
Mesmo que não tivesse um sentido
E se quando olhasse teus olhos
Pulasse no teu abraço, perdido e solto

Com uma fome tão grande, com uma vontade
E quisesse saciar minha sede, minha barriga, minha alma
E se não me faltasse o suspiro derradeiro
Eu me jogaria dessa ponte

Sem medos, sem olhos, cegamente
E sentiria os teus braços
Me aguardando lá embaixo
Dois hologramas.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Se o peso desse pensamento pairar, mórbido
Ecoará pelos ossos um grito seco, empoeirado
Os teus olhos, como duas fogueiras frias
Não há fuga para o descaso, tudo está perdido no tempo."
(Tristão de Montalvanis)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"confio em tudo o que penso que é verdade
mesmo sabendo que o erro
está ali, do meu lado
sorrindo com seus dentes podres"
(Tristão de Montalvanis)

CORUJA

Engana meus olhos
Me entregando teu suor
Já não sou mais eu mesmo
Nem tenho mais nenhum medo

Fiquei tão confiante que podia
Que esqueci do meu amor
E de esperar pelo dia
Que nunca chega, e termina

Você me disse um monte de palavras soltas
Eu fingi que acreditei, mesmo sabendo
Que não passavam de promessas vazias
Agora o silêncio permanece à nossa volta

Como uma coruja no meio da noite
Observando meus erros no escuro

Conforta saber
Que não preciso mais me preocupar
Em tentar entender
Tudo aquilo que não tenho sentido

Ou mesmo fingir
Que sinto tanto e tão profundo
Quando na verdade
É só a pele que me atrai

Prefiro não fingir
Não fugir
Então fico aqui
Saboreando tua indiferença.

Como uma coruja no meio da noite
Observando meus erros no escuro
Por que non te cágas?!
Non te callas?
Engole seco
A seiva que escorre
Pelo canto da boca
Como leite matinal.

AMOR VAZIO

Apressa minha dor
Descansa teus olhos, enquanto se limpa
Não precisa mais ver o amor
Está completamente cega

Apalpa minha carne
Não é bem um ataque
Mas quer me invadir
Ou rasgar minha pele

Quer mais que prazer
Quando pensa que podemos comer
Ou foder com a nossa própria dor
Como dois tarados sem pudor

Resta limpar a saliva no canto da boca
Vestir a pureza e buscar uma explicação
Para tamanha falta de sentido ou emoção
É estranho olhar para alguém e não ver nada além, de carne tosca.

?

É quando sinto falta...
Que faz falta, o teu sorriso
Que poderia estar aqui
Bem ao meu lado, me fazendo sorrir também.

O que foi que eu disse para não conseguir entender
Que agora é tarde demais para tentar perceber
O tanto de tempo que perdi
Entre eu e você?

devaneios da 1 e 37

Eu já nou sou mais nada
Além do que restou
Apague a luz quando sair
Ou me deixe só, quero dormir

Já não grito mais, nem falo como antes
Desconheço até os meus passos
Quando me levam para onde eu não sei se quero ir
Ou simplesmente, vagam por aí

As tuas cores
Como se tua flor não se abrisse nunca mais
A minha cabeça girando, o sol batendo forte bem no meio
De toda a confusão, de toda a baratinação da minha cabeça

Teu rosto, aparecendo e sumindo e derretendo meus pensamentos
Eu já não sei quem sou nessa noite fria
Eu acho que não sou quase nada do que já fui
E ao mesmo tempo sei que sou mais forte do que nunca fui

E tropeço nos meus próprios passos
Porque desconheço o meu grito
E não sei mais se quero ir
Para onde me levam, ou simplesmente dormir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

No Meu Peito


No meu peito
Trago um nó bem engendrado
Um novelo bem estranho, parecido com desejo
Não estou certo, posso estar me estranhando

Ou me engano fácil e muito mais
E desisto antes mesmo de começar a ser verdade
Ou fujo com medo de que seja mesmo (verdade)
E não me encontro nunca mais.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nem é Dor.

Não sou eu, nem é dor
É um grito cruzando meu peito
Cortando meus medos e defeitos
Um jeito de dizer adeus com amor

Ou voltar atrás para sempre
Está tudo errado
Ou estou ficando louco
Não fale comigo, nem olhe para trás

Você vai rir querendo chorar
Tuas lágrimas serão como fogo
Ou voltam a jorrar
Ou queimam toda a pele

Não me diga nada
Ando surdo para tuas palavras
Estou mudo dentro de mim
Não restou quase nada.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Navegar

É madrugada, mas faz um sol ameno
Ou é a lua muito forte e robusta, com suas luzes tenras.
Estou num barco, e navego lentamente
Pelas ruas alagadas, vou cruzando esquinas e pessoas ilhadas em suas portas.

As janelas estão fechadas, assim como meu coração
É um sentimento confuso que trago dentro de meu peito
Um estorvo imenso
Quase oprime minha respiração.

Meu barco me leva distante e sobe avenidas
Não tem sentido ficar perdido num sonho
É um vai e vém, e volta e vai, que confunde a minha retina
E já não sei se é ilusão apenas ou estou mesmo navegando.

Quando encontrar o velho na encruzilhada
Quem sabe eu pergunte a ele
Como encontro sentido nas coisas dessa estrada
Se ainda não entendi para onde os meus pés me levam.

Para onde devo navegar?

Sorriso.

Queria apenas poder acordar com um sorriso
Que fosse forte e me fizesse viver
Muito mais do que posso ser
Um sorriso que não fosse o meu

Porque o meu não é bem um sorriso
É mais um comixão de canto de boca
Um tremor tímido, amarelado
Com medo de assumir a largura.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

cada dia

Cada dia pode ser
O último sorriso no canto da boca
A ruga que não vai nascer
A lágrima que ficou presa no olho.

Cada dia sem você
É como se fosse nada
O tempo que parece retroceder
Desejos que morrem na estrada.

sem título (28/01/2012)

É quando me vejo
Aqui sentado à beira de um precipício
Olhando o horizonte
Sentindo a vida escorrer por entre os dedos

Meus sonhos
São como poeira solta no vento
Você confunde tudo o que sinto
Talvez por isso eu me sinta tão estranho

E o tempo que não pára
Os ponteiros que nunca deixam de me engolir.
São como areia movediça
E não consigo escapar (ou não quero)

Talvez nunca assuma
(Que sou viciado em sofrer)
Ou continue fugindo
(Daquilo que eu podia ser)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

marquei teu nome com aquela caneta especial,
que marca toda vez que meu coração sente!
O meu melhor sorriso
Guardei para o fim
Quando tudo mudar outra vez
No que restou do meu sonho

Eu vou acordar
Cultivando sentimentos mórbidos
E meus pensamentos densos
Como os desejos que trago contidos

É uma estrada rara e longa
Mas meus pés conseguem te encontrar
Mesmo que você desapareça
Eles saberão onde te buscar

Eu sou a surpresa que guardei para o fim
E nem sem mais
O que restou de mim
Se estava dormindo ou morto de sono.