domingo, 11 de novembro de 2012

O SONO

O sono vem
Esse monstro
Com sua longa cabeleira cinza
Se esvoaçando ao vento

Anda
Em passos lentos, perdidos, trôpegos
E deita, solene, na relva seca da minha mente
E faz pouco caso do que sinto, do meu corpo cansado

Me arrasto até teus olhos
Te faço crer que sou capaz de mudar
E quando percebo, que a vítima pode ser eu mesmo
Desisto, regurgito meus sentimentos, meus tropeços

Se a brisa do teu corpo, leve
Me toca, de outro jeito
Sinto o peso sob meus olhos
Sinto a tua mão pesando sobre minha cabeça

Ouço tuas lágrimas
Elas falam de coisas tristes
Não é mais uma loucura minha
Só resiste que não crê

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