sábado, 4 de fevereiro de 2012

Navegar

É madrugada, mas faz um sol ameno
Ou é a lua muito forte e robusta, com suas luzes tenras.
Estou num barco, e navego lentamente
Pelas ruas alagadas, vou cruzando esquinas e pessoas ilhadas em suas portas.

As janelas estão fechadas, assim como meu coração
É um sentimento confuso que trago dentro de meu peito
Um estorvo imenso
Quase oprime minha respiração.

Meu barco me leva distante e sobe avenidas
Não tem sentido ficar perdido num sonho
É um vai e vém, e volta e vai, que confunde a minha retina
E já não sei se é ilusão apenas ou estou mesmo navegando.

Quando encontrar o velho na encruzilhada
Quem sabe eu pergunte a ele
Como encontro sentido nas coisas dessa estrada
Se ainda não entendi para onde os meus pés me levam.

Para onde devo navegar?

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