sábado, 15 de setembro de 2012

fuga número cem

O que eu não sei
Eu deixo perdido

(na madrugada)

Como as milhões de estrelas
Também sou infinito
Sou hiato
Sou grito (e silêncio)

Nem sempre quando quero eu digo
Eu finjo como todo mundo
Não tenho medo de dizer
Nem sentir me dá medo

Na madrugada
Eu deixo tudo aquilo que sonhei
Meu coração dilacerado
Meu peito vazio ou cheio
Minhas angústias, minhas loucuras
Até eu mesmo!

Faço de tudo para sumir do meu pensamento
Não tem muito sentido
Curto todas as possibilidades
As verdadeiras, as de mentira, menos as sintéticas.

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