São tantas lembranças.
Tantos lugares por onde passamos, que me perco.
Nadando contra a maré desse rio de memórias esquecidas
E revisitadas
Eu tenho um coração!
Do que adianta.
Tê-lo ou não, tanto faz.
O mundo é cruel, pessoas são canibais camuflados.
Um coração só não basta
A fome é intensa e vai além
Precisa de outro coração
Precisa de outro, alguém
Gosto dos olhos de quem me confunde
Gosto do riso contido e do choro.
Contemplo as estrelas, sonhando ser Sol.
Me contento com meus defeitos.
Preciso limpar meu cérebro
Cheio de teias e memórias inúteis
Trocar minhas válvulas, repor minhas peças
E continuar no fluxo
Ora calmo e macio
Ora tenso e arredio
Todas as altas e baixas
Desse rio de memórias.
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