sábado, 8 de outubro de 2011

FOME

Odeio quando não vejo
Quando não sinto
E não fedo
Só respiro

Continuo morrendo
E acordando
Em camas estranhas
De quartos escuros

E vazios
Como nós
Não como nada
Estou faminto

E morro de fome.

Aracaju, 11/03/98

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