beija meus pés
agora que estão sujos
de caminhar ao seu lado
beirando teu destino
escolhendo os mesmos caminhos errados
quem sou eu perdido nesse mundo?
pra onde olho?
a quem me entrego?
o que desperto nas pessoas
é bom, é ruim, é algo em que se possa acreditar?
lave suas mãos antes de me colher o seio
como você sabe sentir meu desejo
(meus malditos anseios)
eu já não preciso mais viver
nem ser aquilo que esqueci, ou perdi
o vento bate forte em minha cara
treme em todo o meu corpo, pois estou vazio.
traga minhas pípulas
acho que preciso dormir um pouco
sinto que estou ficando cansado
meus ossos estalam quando ando
pare de gritar!
minha cabeça dói toneladas
e sinto que a vida foge em plenas escapadas
e fico sempre na estrada, esperando o alvorecer.
e quem sou eu para achar qualquer coisa?
a única coisa que sei da vida
é que sempre estou enganado
a noite me chama, a cama, a lama, a fama, a gana, agora: o silêncio!
(São Paulo, 20/set/2010)
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