segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Enquanto Seus Pulsos Jorravam Sangue

Enquanto seus pulsos jorravam sangue
Eu acendi uma vela.
E até chorei.
Com medo de te perder.
Passei semanas hesitando.
Em te ligar ou fazer uma visita.
Tinha medo. Tive medo. Tenho ainda.
Pouco me sobrou.
Uma música, por favor!
Preciso fugir do constrangimento.
A dúvida de poder te encontrar é um grande tormento.
Lamento pensar assim.
Mas é tudo que me resta.


Pés descalços grudados no asfalto quente dessa estrada
Como se tivessem roubado meus sonhos.
Vagueio pelos trilhos da vida.
Chutando as pedras que me são oferecidas.
Resta tanta saudade.
Vontade.
Tanta Ilusão.
Você não está mais aqui.
Mesmo assim, continuo meu sonho.
Quase morto, quase vivo.
Escutando novas canções, porém tristes.
Lembrando o contraste de nossas peles.
Enquanto nos olhávamos pelo espelho.
Pensando no quanto bonito éramos.
Imaginando a inveja das pessoas.
Que não nos possuíam.
Que tanto nos desejavam.
Que não tinham a dimensão exata do nosso amor.
Nem de nós.
Nem Nós.
Mesmos.
Tínhamos.


Nada de concreto.
Nenhuma construção sólida.
Apenas castelos de areia.
Ontem lembrei de você, quis esquecer.
Desculpe, mas agora vou chorar.

Um comentário:

  1. Acabei de ler e adorei! Mas agora preciso ir, pois acho que tem algo molhado nos meus olhos...

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