Barulho irritante do motor de um Fusca 76.
Resquícios de um passado inconstante e ruminado diversas vezes.
Luzes que refletem o que é essa cidade vista de longe. Do Outro lado.
Da Ilha. De Santa Luzia. De Guga, de Joubert, de Montalvão.
Donde se vê, Aracaju. Do Cacique. Araripe. Chá. Serigy. Aperipê.
Terra salobra. Água salobra. Gente Salobra.
Sol que castiga.
Rasga a pele. Come pensamentos pelas beiradas. Funde a cuca.
Onde corpos se perdem esperando o entardecer.
E seus tons púrpura-alaranjados
Para cair numa rede e entrelaçar os corpos e fundir os pensamentos castigados pelo calor escaldante.
Tem a brisa. Toda Tarde. Tem o mar. Tem o rio.
Eu caío na areia fina da praia de Atalaia.
Minha cabeça viaja pelas ondas pequenas na beirada.
Vão e vem. Vem e vão. E se perdem. Como a espuma quando beija a areia.
Entro no mar, sonhando encontrar um sereia safada.
De pernas escancaradas e olhar sacano.
Ahhhh, Aracaju.
Que vontade de beber água de coco na Beira Mar.
De deitar meu corpo num banco da 13 de julho.
E deixar o dia passar.
Aracaju.
Terra salobra. Sol que castiga. Os Atalaias.
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