quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SENHOR TEMPO DE TUDO


Quem sou eu diante do tempo?
Esse que é o Senhor de Tudo
Que carrega em sua bolsa todas as facetas do mundo
Que dá vida e traz a morte
Acelera e acalma, apazigua e destrói

Quem sou eu diante do Tempo?
Sou Passado
Sou Presente
Sou Futuro
Onde estou assentado, ainda tenho um lugar no infinito.

Se me joga para trás, sou passado
Se me olha como agora, sou presente
Se planeja algo em mim, sou futuro
Mas se foge, dentro de pensamentos furtivos
O que sou? Quem sou? Me resta alguma escolha?
Quem sou eu diante da tua dúvida?
Que incerteza combina mais com a minha incerteza?

Agora, que estou perdido e sem dinheiro
Não vejo um barqueiro, que me ofereça 1 moeda de ouro
Eu embarcaria, não pelo ouro, mas pela aventura
Não tenho medo de penetrar no escuro
Prefiro mil vezes desvendar o seu véu
Do que permanecer aqui mudo

Quem sou eu diante do mundo?
Quem me dará o molhe de chaves que abrem tudo?
E até quando acreditarei que posso mudar o mundo?
Você sorriu e me disse: Estou com Saudades!
E eu fiquei sem saber o que sentir de agora em diante
Por que não pulamos esse muro?
O que terá atrás dele, ainda temos tempo para nos surpreender

E esse medo, qual o sentido de sentir esse medo ainda.
Agora que o tempo devorou quase tudo
Por que se atrelar ao passado se podemos construir um futuro
Tua voz ainda está aqui ecoando em minha cabeça
Consigo sentir sua respiração
Se eu fechar os olhos consigo te ver sorrindo
E me dizendo confusa que o tempo passou e levou tudo

Gosto quando lava a alma
A sombra que carregamos, o peso nas costas, nada disso tem sentido
Nada disso pesa mais que suas botas pisando em meu peito
Se me dissesse que queria, eu saltaria todos os muros até chegar a você
E teu sorriso, seria a minha maior vitória
Sem armas, sem armadura, completamente nu e livre
Eu gritaria, a plenos pulmões, o quanto te amo e sempre te amarei
Livraria todos os monstros que se aprisionam em mim de uma só vez
E correria junto a eles, feliz, contente, cantando alguma canção bonita e forte

O céu se abriria num azul absoluto
Meu peito se abriria
Meu sorriso
Meu desejo
Tudo estaria aberto e pleno
Não teria medo de saltar no escuro
Saltaria e voaria e nadaria e correria e depois descansaria, despretensiosamente, em seu colo.

É desse calor que eu falo
É isso que eu sinto quando me fecho em meu peito
Não há nada mais importante do que isso agora
Não consigo pensar em mais nada agora
Só consigo visualizar esse muro
O muro que me separa de você, desse presente de agora
Não quero ficar atrás, não quero morrer aprisionado no passado
Quero um passaporte direto para o futuro
Abra a porta do seu peito, deixe eu entrar, prometo buscar um assento
Prometo sorrir, prometo chorar, prometo acima de tudo VIVER.

Deixe que o tempo, Senhor de Tudo
Se encarregue de apagar o passado
De colocar as coisas no lugar no presente
E de começar a edificar um futuro
Deixe que o tempo venha e nos abrace
Deixe que ele seja infinito
Não se atreva a dizer não... apenas deixe que o tempo se encarregue de tudo!



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