Quem sou eu diante do tempo?
Esse que é o Senhor de Tudo
Que carrega em sua bolsa
todas as facetas do mundo
Que dá vida e traz a
morte
Acelera e acalma, apazigua e destrói
Acelera e acalma, apazigua e destrói
Quem sou eu diante do
Tempo?
Sou Passado
Sou Presente
Sou Futuro
Sou Passado
Sou Presente
Sou Futuro
Onde estou assentado,
ainda tenho um lugar no infinito.
Se me joga para trás, sou
passado
Se me olha como agora, sou
presente
Se planeja algo em mim,
sou futuro
Mas se foge, dentro de
pensamentos furtivos
O que sou? Quem sou? Me
resta alguma escolha?
Quem sou eu diante da tua
dúvida?
Que incerteza combina mais com a minha incerteza?
Que incerteza combina mais com a minha incerteza?
Agora, que estou perdido e
sem dinheiro
Não vejo um barqueiro,
que me ofereça 1 moeda de ouro
Eu embarcaria, não pelo
ouro, mas pela aventura
Não tenho medo de
penetrar no escuro
Prefiro mil vezes
desvendar o seu véu
Do que permanecer aqui
mudo
Quem sou eu diante do
mundo?
Quem me dará o molhe de
chaves que abrem tudo?
E até quando acreditarei que posso mudar o mundo?
E até quando acreditarei que posso mudar o mundo?
Você sorriu e me disse:
Estou com Saudades!
E eu fiquei sem saber o que sentir de agora em diante
Por que não pulamos esse muro?
O que terá atrás dele, ainda temos tempo para nos surpreender
E eu fiquei sem saber o que sentir de agora em diante
Por que não pulamos esse muro?
O que terá atrás dele, ainda temos tempo para nos surpreender
E esse medo, qual o
sentido de sentir esse medo ainda.
Agora que o tempo devorou
quase tudo
Por que se atrelar ao
passado se podemos construir um futuro
Tua voz ainda está aqui
ecoando em minha cabeça
Consigo sentir sua
respiração
Se eu fechar os olhos
consigo te ver sorrindo
E me dizendo confusa que o
tempo passou e levou tudo
Gosto quando lava a alma
A sombra que carregamos, o
peso nas costas, nada disso tem sentido
Nada disso pesa mais que
suas botas pisando em meu peito
Se me dissesse que queria,
eu saltaria todos os muros até chegar a você
E teu sorriso, seria a
minha maior vitória
Sem armas, sem armadura,
completamente nu e livre
Eu gritaria, a plenos
pulmões, o quanto te amo e sempre te amarei
Livraria todos os monstros
que se aprisionam em mim de uma só vez
E correria junto a eles,
feliz, contente, cantando alguma canção bonita e forte
O céu se abriria num azul absoluto
Meu peito se abriria
Meu sorriso
Meu desejo
Tudo estaria aberto e
pleno
Não teria medo de saltar
no escuro
Saltaria e voaria e
nadaria e correria e depois descansaria, despretensiosamente, em seu
colo.
É desse calor que eu falo
É isso que eu sinto
quando me fecho em meu peito
Não há nada mais
importante do que isso agora
Não consigo pensar em
mais nada agora
Só consigo visualizar
esse muro
O muro que me separa de
você, desse presente de agora
Não quero ficar atrás,
não quero morrer aprisionado no passado
Quero um passaporte direto
para o futuro
Abra a porta do seu peito,
deixe eu entrar, prometo buscar um assento
Prometo sorrir, prometo
chorar, prometo acima de tudo VIVER.
Deixe que o tempo, Senhor
de Tudo
Se encarregue de apagar o
passado
De colocar as coisas no
lugar no presente
E de começar a edificar
um futuro
Deixe que o tempo venha e
nos abrace
Deixe que ele seja
infinito
Não se atreva a dizer
não... apenas deixe que o tempo se encarregue de tudo!
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