Eu não vou negar
Quando penso em você
Mundos se movem dentro de mim
Sinto todos meus eixos mudando de lugar
É um movimento constante, bem profundo
Algo que bagunça com todo o corpo e espírito
Sinto uma paz, ao mesmo tempo, sinto uma vontade doida de gritar para o mundo
Que gosto tanto de sentir isso, e dessa forma.
Assim é que me deixa tranquilo
Incrível imaginar que o impalpável também pode ser algo seguro
Eu poderia te olhar MIL vezes
E em todas elas me apaixonaria por você
Se vestisse suas roupas de festa e pintasse o rosto
Estaria completamente apaixonado por você
Se nada vestisse ou se fosse simples, muito simples tua veste
Me apaixonaria ainda mais, estaria perdido dentro desse amor
O tempo podia passar, muito tempo
Mas quando meus olhos cruzassem com os seus outra vez
Eu estaria perdidamente apaixonado
Como se fosse a primeira vez ainda
E sempre seria assim,
A cada novo dia
A cada novo raio de luz, fosse do sol, da lua ou das estrelas
Tudo viria para botar mais fogo na minha imaginação
Mesmo que tudo girasse contra nós, que tudo se movesse para um outro lado
Eu seguiria em frente, e acreditando
Que seu sorriso seria a minha melhor vitória
E que a calma que ele me traz, seria minha armadura completa.
Desde que voltei, do nosso último encontro
Já sonhei umas quatro ou cinco vezes
Com o nosso próximo re-encontro
Queria apenas sentir que você também sente
Que o tempo passou e foi bom, acalmou nossos mares.
palavras... delírios... vômitos... buracos negros... umbigos... pélvis lisa... tudo que interessa!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Um Céu Cheio de Estrelas e Artifícios
Subi no alto de uma colina e olhei o céu cheio de estrelas
Olhei a lua e ela estava grande
O céu tinha um negro lindo salpicado de luzes brancas e amarelas
Minha visão se ofuscava, meus olhos tinham um brilho novo
Meu peito se enchia do ar da colina
Não tinha mais medo naquele momento
E senti meu corpo inteiro ardendo
Senti a vida voltando a percorrer minhas veias
Formigava tudo
Era bom
Eu sentia
Estava voltando a perceber as coisas
Feliz, um sorriso no canto do rosto
Pensei no passado
Em teu sorriso lacônico
E tua falta de estórias, tudo agora tinha um vetusto.
E isso era bom.
Me senti confortável de novo
Um barulho de fogos de artifício cortou o ar
Se embaralhando com o brilho das estrelas
Isso me confundia
Mas também era bom.
Desci a montanha lentamente
O coração leve, o pensamento pleno e os pulmões cheios de ar puro.
Tudo estava tranquilo
Tudo estava em seu lugar de novo
Olhei para o céu pela última vez, e pensei:
Por que tem coisas bobas que nos fazem sofrer tanto?
Olhei a lua e ela estava grande
O céu tinha um negro lindo salpicado de luzes brancas e amarelas
Minha visão se ofuscava, meus olhos tinham um brilho novo
Meu peito se enchia do ar da colina
Não tinha mais medo naquele momento
E senti meu corpo inteiro ardendo
Senti a vida voltando a percorrer minhas veias
Formigava tudo
Era bom
Eu sentia
Estava voltando a perceber as coisas
Feliz, um sorriso no canto do rosto
Pensei no passado
Em teu sorriso lacônico
E tua falta de estórias, tudo agora tinha um vetusto.
E isso era bom.
Me senti confortável de novo
Um barulho de fogos de artifício cortou o ar
Se embaralhando com o brilho das estrelas
Isso me confundia
Mas também era bom.
Desci a montanha lentamente
O coração leve, o pensamento pleno e os pulmões cheios de ar puro.
Tudo estava tranquilo
Tudo estava em seu lugar de novo
Olhei para o céu pela última vez, e pensei:
Por que tem coisas bobas que nos fazem sofrer tanto?
domingo, 5 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
A MINHA MORTE
A MINHA MORTE
A minha morte não será televisionada
Não haverá nenhuma equipe de reportagem perguntando sobre o que aconteceu
Ninguém virá até minha porta com flores, nem velas
Nada de diferente vai acontecer nesse dia
A não ser por uma lágrima furtivamente despejada
Por uma pessoa distante qualquer, da qual eu nem mais lembro
Ou nunca lembrei, vai ver por isso sentirá a minha falta de alguma forma
Mas eu não saberei, e isso será indiferente, assim como o que sinto agora
Estarei distante, já viajando, e todos aqui na Terra ainda estarão
Vivendo suas vidas, abrindo suas compotas de doces, jogando poeira debaixo dos tapetes, escovando os dentes sujos depois de um banquete completo, arrotando frases vazias.
O dia não será mais claro ou mais escuro porque eu parti
O vento não ventará mais forte, nem mais calmo
A luz da lua será apenas a luz da lua, igual ela é todos os dias
Aquela canção poderá tocar ou não
Não estarei mais aqui para dançar
Não estarei mais aqui para sentir
Nem para sorrir ou chorar, estarei aqui.
A minha dor será apenas a minha dor
Ninguém irá saber que ela existe, nem mesmo quando ela for externada
Nem mesmo quando ela se resumir a nada
E deixar de ser dor, passando a ser alívio
Eu não estarei aqui para comemorar
Para acender o meu cigarro da vitória
Porque já não vou ter mais pulmões fortes, nem força para dar a última tragada
Serei tragado pela última tragada
E acordarei totalmente diferente, sem saber onde estou ou se estou ainda.
A minha morte não será vista, não será aplaudida, muito menos comemorada
Passarei em branco, como sempre passei.
Os dias continuarão nascendo e morrendo
Já não estarei mais aqui para presenciar essa coisa divina
A qual não dei tanta importância, muitas vezes
Dia após dia
Não estarei mais aqui para sentir, nem para sorrir, nem para chorar, nem para errar outra vez, acreditando que podia acertar.
A minha morte será simples, como eu sou.
Virá da forma pela qual não imaginei
Apenas virá e será a minha amiga, segurando na minha mão e dizendo: Vamos!
E o dia, continuará... cheio de luz e vida.
texto escrito por Carlo Bruno Montalvão
A minha morte não será televisionada
Não haverá nenhuma equipe de reportagem perguntando sobre o que aconteceu
Ninguém virá até minha porta com flores, nem velas
Nada de diferente vai acontecer nesse dia
A não ser por uma lágrima furtivamente despejada
Por uma pessoa distante qualquer, da qual eu nem mais lembro
Ou nunca lembrei, vai ver por isso sentirá a minha falta de alguma forma
Mas eu não saberei, e isso será indiferente, assim como o que sinto agora
Estarei distante, já viajando, e todos aqui na Terra ainda estarão
Vivendo suas vidas, abrindo suas compotas de doces, jogando poeira debaixo dos tapetes, escovando os dentes sujos depois de um banquete completo, arrotando frases vazias.
O dia não será mais claro ou mais escuro porque eu parti
O vento não ventará mais forte, nem mais calmo
A luz da lua será apenas a luz da lua, igual ela é todos os dias
Aquela canção poderá tocar ou não
Não estarei mais aqui para dançar
Não estarei mais aqui para sentir
Nem para sorrir ou chorar, estarei aqui.
A minha dor será apenas a minha dor
Ninguém irá saber que ela existe, nem mesmo quando ela for externada
Nem mesmo quando ela se resumir a nada
E deixar de ser dor, passando a ser alívio
Eu não estarei aqui para comemorar
Para acender o meu cigarro da vitória
Porque já não vou ter mais pulmões fortes, nem força para dar a última tragada
Serei tragado pela última tragada
E acordarei totalmente diferente, sem saber onde estou ou se estou ainda.
A minha morte não será vista, não será aplaudida, muito menos comemorada
Passarei em branco, como sempre passei.
Os dias continuarão nascendo e morrendo
Já não estarei mais aqui para presenciar essa coisa divina
A qual não dei tanta importância, muitas vezes
Dia após dia
Não estarei mais aqui para sentir, nem para sorrir, nem para chorar, nem para errar outra vez, acreditando que podia acertar.
A minha morte será simples, como eu sou.
Virá da forma pela qual não imaginei
Apenas virá e será a minha amiga, segurando na minha mão e dizendo: Vamos!
E o dia, continuará... cheio de luz e vida.
texto escrito por Carlo Bruno Montalvão
Desligue-se
Um vento leve entrava pela
janela
Parecia um vento qualquer
Mas naquele momento
parecia também ter um outro sentido
Fazia meses que não
assistia televisão
Se sentia bem assim,
resolveu que não queria mais ter TV
Podia ter essa mesma
atitude com as coisas do coração
Mas isso não conseguia,
não com a habilidade que necessitava ou pretendia
Muitas coisas aconteciam à
sua revelia
Queria ter controle de
tudo
Mas não tinha controle
nem sobre si mesmo
A brisa lhe cortava a
face, suavemente
Como uma carícia leve e
fria
Se sentia confortável,
era um regojizo para alma combalida
Qual seria a batalha de
hoje?
Para onde seus pensamentos
lhe enviariam dessa vez?
Pensou qual foi a última vez que abraçou seu Pai
Pensou qual foi a última vez que abraçou seu Pai
Não lembrava, nem sentia,
a saudade se confundia com a indiferença
Da sua mãe, lembrava
menos ainda
Por que essas memórias
deviam ser importantes?
Tanta coisa imposta que já nem sabemos mais o que realmente queremos viver
Tanta coisa imposta que já nem sabemos mais o que realmente queremos viver
O sistema ruiu dentro de
mim
Está tudo falido aqui
dentro, todas as portas se fechando
A TV não irá documentar
nada disso, ela tem ocupações maiores
Ninguém está preocupado
desde que tudo ruiu dentro de mim
As pessoas também cuidam
de suas próprias ruínas
Amanhã minha mãe chega
para me visitar
Eu podia estar feliz com
isso, mas me sinto indiferente
É diferente quando eu
sinto de verdade
Porque tudo ganha uma cor
distinta e louca
Como se todas as cores
fossem lançadas, de uma só vez, na mesma tela branca
Meus sonhos, meus monstros
Os medos que me fazem
fugir e me trancar
Dentro desse apartamento,
desse mundo que criei para me proteger
Do mundo lá fora.
De você.
Desse seu sorriso de
Medusa.
A VIDA PASSANDO POR ENTRE OS DEDOS
Lembro quando tocou aquela velha canção
E eu tive vontade de te
chamar para dançar
Mas estava tão cansado da
minha última batalha
Que meus pensamentos
morreram apenas no desejo
O sol caía por detrás da
imensidão do mar
Deixando um rastro dourado
que me ofuscava
Eu sonhava com teu sorriso
Mesmo que não pudesse
mais nada ver ou sentir
Meus ossos triturados de
tanta guerra
Minhas costas cansadas
Já não aguentavam mais o
fardo diário
Estava vencido, o Sol se
pondo, o dia caindo
Olhei no horizonte
Nada vi a não ser um céu
imenso e dourado
Gritando em meus olhos
Ouvia um barulho de galos
cantando
Meus pensamentos em
parafusos
Aquela canção se
repetindo em minha cabeça
O cigarro no canto da boca
Os pés cansados presos no
chão
Você veio, sorriu e se foi
Você veio, sorriu e se foi
Eu também sorri e me fui
Ambos partimos de novo
Para longe de nós mesmos
Até quando sentir a vida
passando por entre os dedos?
02, fevereiro, 2017.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
SENHOR TEMPO DE TUDO
Quem sou eu diante do tempo?
Esse que é o Senhor de Tudo
Que carrega em sua bolsa
todas as facetas do mundo
Que dá vida e traz a
morte
Acelera e acalma, apazigua e destrói
Acelera e acalma, apazigua e destrói
Quem sou eu diante do
Tempo?
Sou Passado
Sou Presente
Sou Futuro
Sou Passado
Sou Presente
Sou Futuro
Onde estou assentado,
ainda tenho um lugar no infinito.
Se me joga para trás, sou
passado
Se me olha como agora, sou
presente
Se planeja algo em mim,
sou futuro
Mas se foge, dentro de
pensamentos furtivos
O que sou? Quem sou? Me
resta alguma escolha?
Quem sou eu diante da tua
dúvida?
Que incerteza combina mais com a minha incerteza?
Que incerteza combina mais com a minha incerteza?
Agora, que estou perdido e
sem dinheiro
Não vejo um barqueiro,
que me ofereça 1 moeda de ouro
Eu embarcaria, não pelo
ouro, mas pela aventura
Não tenho medo de
penetrar no escuro
Prefiro mil vezes
desvendar o seu véu
Do que permanecer aqui
mudo
Quem sou eu diante do
mundo?
Quem me dará o molhe de
chaves que abrem tudo?
E até quando acreditarei que posso mudar o mundo?
E até quando acreditarei que posso mudar o mundo?
Você sorriu e me disse:
Estou com Saudades!
E eu fiquei sem saber o que sentir de agora em diante
Por que não pulamos esse muro?
O que terá atrás dele, ainda temos tempo para nos surpreender
E eu fiquei sem saber o que sentir de agora em diante
Por que não pulamos esse muro?
O que terá atrás dele, ainda temos tempo para nos surpreender
E esse medo, qual o
sentido de sentir esse medo ainda.
Agora que o tempo devorou
quase tudo
Por que se atrelar ao
passado se podemos construir um futuro
Tua voz ainda está aqui
ecoando em minha cabeça
Consigo sentir sua
respiração
Se eu fechar os olhos
consigo te ver sorrindo
E me dizendo confusa que o
tempo passou e levou tudo
Gosto quando lava a alma
A sombra que carregamos, o
peso nas costas, nada disso tem sentido
Nada disso pesa mais que
suas botas pisando em meu peito
Se me dissesse que queria,
eu saltaria todos os muros até chegar a você
E teu sorriso, seria a
minha maior vitória
Sem armas, sem armadura,
completamente nu e livre
Eu gritaria, a plenos
pulmões, o quanto te amo e sempre te amarei
Livraria todos os monstros
que se aprisionam em mim de uma só vez
E correria junto a eles,
feliz, contente, cantando alguma canção bonita e forte
O céu se abriria num azul absoluto
Meu peito se abriria
Meu sorriso
Meu desejo
Tudo estaria aberto e
pleno
Não teria medo de saltar
no escuro
Saltaria e voaria e
nadaria e correria e depois descansaria, despretensiosamente, em seu
colo.
É desse calor que eu falo
É isso que eu sinto
quando me fecho em meu peito
Não há nada mais
importante do que isso agora
Não consigo pensar em
mais nada agora
Só consigo visualizar
esse muro
O muro que me separa de
você, desse presente de agora
Não quero ficar atrás,
não quero morrer aprisionado no passado
Quero um passaporte direto
para o futuro
Abra a porta do seu peito,
deixe eu entrar, prometo buscar um assento
Prometo sorrir, prometo
chorar, prometo acima de tudo VIVER.
Deixe que o tempo, Senhor
de Tudo
Se encarregue de apagar o
passado
De colocar as coisas no
lugar no presente
E de começar a edificar
um futuro
Deixe que o tempo venha e
nos abrace
Deixe que ele seja
infinito
Não se atreva a dizer
não... apenas deixe que o tempo se encarregue de tudo!
DÚVIDA
Esses murmúrios que ecoam
dentro do meu pensamento
O teu desejo que há muito
não é mais meu desejo
Um dia sonhei tanto que
esqueci da realidade
Naquele noite, você
fazendo uma curva perigosa enquanto estávamos na praia
Tive vontade de dizer:
Pare o carro!
E te possuir num beijo infinito
E te possuir num beijo infinito
Mas eu não podia, então
respirei e continuei mudo
Absorto em pensamentos que
já não mais me pertenciam, mas teimavam estar ali
Me enlouquecendo, me
entorpecendo, me confundindo por inteiro
Devo pedir perdão ao
mundo
Pelo tanto que já errei e
erro, todos os dias, nada me resta a não ser isso.
O perdão do mundo, meu
último consolo.
Poder dormir tranquilo,
poder sentir que eu ainda vivo,
Que não sou apenas um saco vazio flutuando sem rumo, perdido, sem muro...
Que não sou apenas um saco vazio flutuando sem rumo, perdido, sem muro...
Buscando um lugar
qualquer, para me prender, e passar o resto dos dias, bailando ao
vento.
Estou sem sinal
Não tenho nada a dizer,
prefiro mil vezes o silêncio
Engraçado, naquele dia,
quando me viu
Você sorriu e disse:
Quanto tempo?? Achei que você tivesse sumido.
Sim, eu sumi. Da tua
vista, eu sumi, e me assumi em outro lugar distante de tudo.
É duro pensar que o vento
que me afaga é o mesmo que me atormenta
Você dá um salto e busca
um lugar seguro
Eu te contemplo e invejo
absurdamente
Queria ter essa calma.
Lágrimas escorrem dentro
de mim
Tenho medo de externá-las
Já chorei tanto e calado,
que a represa de minh'alma parece que secou
Olho para os lados, mas
não procuro nada
Continuo caminhando, um
passo atrás do outro
Mas não saio do lugar,
nem vou a lugar algum
É tudo ilusão.
Nada do que imagino é verdade.
Nada do que imagino é verdade.
Nada do que sinto é
verdade.
Nada é verdade.
A verdade não existe.
Nada é verdade.
A verdade não existe.
Alguns enxergam ela, mas
eles estão surdos.
Alguns dizem ser donos
dela, mas eles estão cegos.
Alguns mentem dizendo ser ela, mas eles estão mudos.
Alguns lutam por ela, mas eles estão mortos.
Alguns mentem dizendo ser ela, mas eles estão mudos.
Alguns lutam por ela, mas eles estão mortos.
A verdade é que não
existe a verdade.
Só há a dúvida,
e a vida é feita disso,
dessa eterna e louca busca...
Diferentes modos de querer
a mesma coisa
O dia que você foi embora
e me disse: Não é isso que quero viver agora!
Foi o dia mais importante da minha vida
Foi o dia mais importante da minha vida
Porque doeu e foi
profundo, mas mudou tudo, triturou tudo, rasgou e moeu tudo
E fez nascer, um jeito
diferente de encarar a dúvida, a distância e o tempo.
Aliados, eles podem tudo.
02.FEVEREIRO.2017
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