Quando chamou ela para dançar, não imaginava que seria tão torturante. O salão estava vazio. Apenas eles se lançaram na pista. A luz das estrelas. A neblina, que lhe lembrava sua cidadezinha no interior, onde ele foi criança, onde cresceu. (…)
Logo no primeiro toque da pele, mesmo com tantos medos por cima, ele sentiu tudo. Todos os pudores. O calor. A tensão. Aquela buceta consistente batendo na sua perna. Latejando. Chamando ele sem chamar, mandando sinais. Raios. Ondas de eletricidade. Sex Appeal. Palavra estranha, preferia chamar de tesão. Foi o que ele sentiu quando tocou naquela pele: tesão.
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