quinta-feira, 13 de março de 2014

Poema da Ansiedade

Bate asas,
Passarinho.
Aqui na minha gaiola,
aberta, devassada, escancarada.

Voa pela casa
Se debate entre as paredes
Estrebucha, passarinho.
Até cansar, renunciar o vôo e cair no chão.

Seus olhinhos,
tremendo.
Suas asinhas,
tremendo.

Passarinho afoito
Aflito, agitado, alarmado, angustiado... afligido, tanto assim?
Avezinha desassossegada,
batendo suas asinhas nervosas aqui na minha mão.

Meus dedos, também nervosos
Teus olhos alvoroçados e vazios.
Tudo se confunde, Passarinho.
Quero voar com você.

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