Nada mudou
Apenas o sorriso ficou meio luxado
O curso do rio interno um pouco revolto
Os barcos batendo uns nos outros
Ademais, nada mudou.
De manhã, acorda, respira, bebe água
Levanta, anda, lava as partes
Faz um café, coça as vistas, apruma o horizonte
Todo dia é hora de ir adiante
Mesmo que sinta,
suas emoções perecendo
como frutas numa cesta de vime.
Respira fundo e segue o curso do imo rio.
Nada mudou,
sente seu barco à deriva
no íntimo rio do seu âmago
Está um pouco mais amargo, fora isso, nada mudou.
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