O teu corpo é o abrigo
Onde quero viver
E acordar todo dia
Dentro e fora dele
Quero ter autonomia
Para poder encarar
E desejar
Esse abrigo quente
Poder contemplar sua natureza
E, ao seu lado, sentir
O sol quente, queimando teu umbigo
Onde me deixa descansar a cabeça
Quero mergulhar, sem medo, nas tuas águas
Me leve para um lugar onde nunca fui
A maior parte das tragédias
Começa quando não tentamos voar.
Se o teu corpo é mesmo esse abrigo
É com ele que quero deitar e sonhar devaneios
Germinar sentimentos bem profundos
Ou apenas ficar em silêncio.
Se o teu corpo é o abrigo
Então
Me abriga em você!
palavras... delírios... vômitos... buracos negros... umbigos... pélvis lisa... tudo que interessa!
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Teu Cheiro Sumiu
O teu cheiro
Já nem existe mais
Sumiu naquele último vento
O tempo levou para bem longe
Outras praias, outras águas para mergulhar
Mentiu enquanto me olhava nos olhos
E tremia, todo seu olhar
Era vazio
Não queria preencher nada
A história nem existia
Por favor, me atinja agora
Ou nunca mais aponte para mim
Disse uma coisa bem estranha
Depois sumiu, virou fumaça
Nem lembro mais da tua voz
Nem sei mais como era teu sorriso
O teu cheiro
Ele já nem existe mais
Acho que nunca existiu
Foi apenas um sonho.
O vento leve batendo na minha cara
Me dou conta que o tempo é aqui (nesse momento)
Olho para trás e não me arrependo
O que deixei, ficou em bom lugar.
Agora sigo,
Mirando as estrelas
Em busca de novos sabores,
quem sabe é agora.
Já nem existe mais
Sumiu naquele último vento
O tempo levou para bem longe
Outras praias, outras águas para mergulhar
Mentiu enquanto me olhava nos olhos
E tremia, todo seu olhar
Era vazio
Não queria preencher nada
A história nem existia
Por favor, me atinja agora
Ou nunca mais aponte para mim
Disse uma coisa bem estranha
Depois sumiu, virou fumaça
Nem lembro mais da tua voz
Nem sei mais como era teu sorriso
O teu cheiro
Ele já nem existe mais
Acho que nunca existiu
Foi apenas um sonho.
O vento leve batendo na minha cara
Me dou conta que o tempo é aqui (nesse momento)
Olho para trás e não me arrependo
O que deixei, ficou em bom lugar.
Agora sigo,
Mirando as estrelas
Em busca de novos sabores,
quem sabe é agora.
Adeus
E se eu disser que é adeus
Essa canção emitindo um mantra
Nem aconteceu, é verdade
Foi apenas um sonho, com barulho de pássaros ao fundo
Olhando em volta
A paisagem seca, a vista árida
O coração já aflito de tanta tentativa
Respira fundo, busca o ar... não vem.
Tem fome, mas esquece
A vida passa diante de seus olhos
Muitas vezes se negligencia
Finge ser uma pessoa que não é
O tempo passa
Tudo seco, sentimentos precisam ser nutridos
Sozinho não se constrói um castelo
Pensa, mas só pensa.
Essa canção emitindo um mantra
Nem aconteceu, é verdade
Foi apenas um sonho, com barulho de pássaros ao fundo
Olhando em volta
A paisagem seca, a vista árida
O coração já aflito de tanta tentativa
Respira fundo, busca o ar... não vem.
Tem fome, mas esquece
A vida passa diante de seus olhos
Muitas vezes se negligencia
Finge ser uma pessoa que não é
O tempo passa
Tudo seco, sentimentos precisam ser nutridos
Sozinho não se constrói um castelo
Pensa, mas só pensa.
domingo, 24 de dezembro de 2017
Romance Eletrônico
O amor é estranho
São tantos ritmos dançando na chuva
Quando olho para você
E teu olhar dança, eu danço também
Mas é estranho
É como dançar sozinho
Estou cego, eu sei
Parado nessa esquina sem enxergar o que estou sonhando
Eu poderia ver
Mas estou cego
E caminho cruzando a rua
É apenas um sonho, mas não consigo lembrar o caminho
Não deu tempo de construir nada
Eu não tenho nenhum sentimento
Eu não tenho nenhum passe
Estou parado aqui, o que devo fazer?
Ir para o espaço
Refrigerar minha mente
Abrir meus compartimentos internos
Sou apenas um sonhador, o que devo imaginar?
Da última vez,
Você sorriu para mim no meu beijo
Eu pensei que era para acreditar.
Depois veio o silêncio.
Teu rosto sumiu.
Teu toque que nunca existiu.
O meu pensamento distante, tudo resumido
Num romance eletrônico.
São tantos ritmos dançando na chuva
Quando olho para você
E teu olhar dança, eu danço também
Mas é estranho
É como dançar sozinho
Estou cego, eu sei
Parado nessa esquina sem enxergar o que estou sonhando
Eu poderia ver
Mas estou cego
E caminho cruzando a rua
É apenas um sonho, mas não consigo lembrar o caminho
Não deu tempo de construir nada
Eu não tenho nenhum sentimento
Eu não tenho nenhum passe
Estou parado aqui, o que devo fazer?
Ir para o espaço
Refrigerar minha mente
Abrir meus compartimentos internos
Sou apenas um sonhador, o que devo imaginar?
Da última vez,
Você sorriu para mim no meu beijo
Eu pensei que era para acreditar.
Depois veio o silêncio.
Teu rosto sumiu.
Teu toque que nunca existiu.
O meu pensamento distante, tudo resumido
Num romance eletrônico.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
sabe o tempo...
2:13 am.
Coloca o ZUMA, do Neil Young para tocar, enquanto pensa em tudo o que lhe aconteceu em 2017. Na verdade, reflete sobre a virada repentina, que lhe aconteceu do meio de novembro para dezembro de 2016 e que culminou num novo ano totalmente amplo, completamente aberto e absurdamente diferente do passado.
Em Novembro de 2016, um trágico acontecimento lhe trouxe um tormento inexplicável, tomou conta dos seus pensamentos durante um bom tempo, afligiu seu coração por cerca de três meses torturantes, até chegar o maravilhoso mês de março e as águas começarem a lavar suas mágoas. Uma viagem para um país distante, desbravar novos territórios, conhecer novas cidades e pessoas, é sempre bom para abrir os sentidos novamente, e foi isso que ele fez. E foi isso que ele buscou. Ouvir mais do que falar, aprender com o silêncio. Observar o comportamento de outras pessoas, distantes do seu. Daí em diante, buscou se recolher dentro de si, como que em busca de uma nova pele, um novo recomeço, planejando sempre novos vôos. Enquanto estava recluso. Muita coisa aconteceu, ele mesmo continuou confuso, mas mesmo assim não deixou de amar e de conhecer novas pessoas, bonitas pessoas, mulheres fantásticas e cheias de força e verdade, que lhe ajudaram a entender tudo, principalmente, que ele não estava errado. Só havia sido mal julgado. Por uma pessoa que, talvez não tivesse o direito, de lhe julgar de forma tão fria e sem ceder espaço para um contra argumento. Mas ele, no fundo sabia, que todo aquele julgamento pelo qual estava passando era apenas reposta do Universo por conta de ter julgado outra pessoa antes, sem conhecê-la e sem ter o direito de fazer isso. O tempo pune, mas também, sabe reconhecer.
(em construção)
(em construção)
domingo, 17 de dezembro de 2017
Silêncio no Escuro
Um ruído intermitente que cessa num golpe escuro.
Abrindo espaço para o barulho da noite.
O silêncio das estrelas
É bom quando se pode contemplar a imensidão do céu
Um disco do Flying Sauce Attack está tocando na vitrola
Ajuda o pensamento a voar, em meio aos ruídos
É como o vôo de um pássaro cego
Que não sabe para onde ir, mas busca pousar em algum lugar...
Você busca as coisas antigas, aquelas que sabem te satisfazer
Tem medo das coisas novas, prefere o escuro
Enquanto canções tristes ecoam pelo quarto
A fumaça do cigarro cortando sua respiração
Lembra que não comeu hoje
Estava eufórico demais, ou talvez apenas aflito
Os pensamentos lhe fugindo o controle
Imaginando coisas sem sentido algum.
O silêncio, muitas vezes
É o pior inimigo.
Outras tantas.
Faz pensar.
O silêncio no escuro.
Abrindo espaço para o barulho da noite.
O silêncio das estrelas
É bom quando se pode contemplar a imensidão do céu
Um disco do Flying Sauce Attack está tocando na vitrola
Ajuda o pensamento a voar, em meio aos ruídos
É como o vôo de um pássaro cego
Que não sabe para onde ir, mas busca pousar em algum lugar...
Você busca as coisas antigas, aquelas que sabem te satisfazer
Tem medo das coisas novas, prefere o escuro
Enquanto canções tristes ecoam pelo quarto
A fumaça do cigarro cortando sua respiração
Lembra que não comeu hoje
Estava eufórico demais, ou talvez apenas aflito
Os pensamentos lhe fugindo o controle
Imaginando coisas sem sentido algum.
O silêncio, muitas vezes
É o pior inimigo.
Outras tantas.
Faz pensar.
O silêncio no escuro.
sábado, 16 de dezembro de 2017
os dedos, os medos
Hoje um amigo lhe escreveu
Disse que outro amigo, distante
Queria lhe ver.
A notícia chegou sem calor algum.
A resposta foi fria, e distante.
Talvez todo esse tempo
Em que ele passou distante de tudo
Os dedos, os medos, tudo lhe aflige, tudo lhe traz pavor.
Um resposta fria, uma distância
Tudo é desculpa
E se transforma numa dor ainda maior
Quando a dúvida lhe aflige a cabeça
O que é pior?
Viver o inesperado
Ou esperar e não viver?
E por que não arriscar?
Os medos, os dedos
sempre apontando.
sempre aprontando.
Disse que outro amigo, distante
Queria lhe ver.
A notícia chegou sem calor algum.
A resposta foi fria, e distante.
Talvez todo esse tempo
Em que ele passou distante de tudo
Os dedos, os medos, tudo lhe aflige, tudo lhe traz pavor.
Um resposta fria, uma distância
Tudo é desculpa
E se transforma numa dor ainda maior
Quando a dúvida lhe aflige a cabeça
O que é pior?
Viver o inesperado
Ou esperar e não viver?
E por que não arriscar?
Os medos, os dedos
sempre apontando.
sempre aprontando.
Por que não esperar?
Era uma tarde simples, não fosse aquele sentimento estranho
Afligindo sua mente, lhe questionando.
Desde a última decepção, seu corpo sentiu bastante
Foi embora, sem falar nenhuma palavra, preferiu o silêncio
E permaneceu assim durante muito tempo, mas agora
Busca respostas antes que existam perguntas
E continua sentindo medo
Mas mergulha profundo em quase tudo
O precipício lhe amedronta e lhe atrai
Ao menos, não tem medo de voar
Num devaneio, quis marcar o tempo
E mandou plantas para alguém que lhe interessava naquele dia
Como resposta, obteve a verdade que tanto queria
E sentiu com ela um vazio profundo
Era para ser apenas uma tarde simples
Não fosse aquele sentimento estranho
Não fossem aquelas palavras, aquela fuga repentina
Era hesitante, quase sempre, mas o que pensar nesse momento?
Ele tentou,
Buscou antecipar as respostas
Talvez tenha dado certo.
O tempo irá dizer tudo.
Nesses lapsos de tempo
Perduram os mesmos medos e a mesma angústia.
Por que não esperar?
Se a resposta é sempre não.
Afligindo sua mente, lhe questionando.
Desde a última decepção, seu corpo sentiu bastante
Foi embora, sem falar nenhuma palavra, preferiu o silêncio
E permaneceu assim durante muito tempo, mas agora
Busca respostas antes que existam perguntas
E continua sentindo medo
Mas mergulha profundo em quase tudo
O precipício lhe amedronta e lhe atrai
Ao menos, não tem medo de voar
Num devaneio, quis marcar o tempo
E mandou plantas para alguém que lhe interessava naquele dia
Como resposta, obteve a verdade que tanto queria
E sentiu com ela um vazio profundo
Era para ser apenas uma tarde simples
Não fosse aquele sentimento estranho
Não fossem aquelas palavras, aquela fuga repentina
Era hesitante, quase sempre, mas o que pensar nesse momento?
Ele tentou,
Buscou antecipar as respostas
Talvez tenha dado certo.
O tempo irá dizer tudo.
Nesses lapsos de tempo
Perduram os mesmos medos e a mesma angústia.
Por que não esperar?
Se a resposta é sempre não.
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