Dizia uma voz, que lhe soprava aos ouvidos
Um murmúrio distante e quase mudo
O passado querendo ficar no passado
Sem forças para vencer o presente
E alcançar o futuro
Meus óculos embaçados, minha vista quase turva
Meus óculos embaçados, minha vista quase turva
Já não consigo mais enxergar meus acertos
E me perco tentando encontrar
As pequenas partes de mim que fui deixando espalhadas pelo caminho
Não desista, nunca é tarde para reverter tudo
Mesmo que o muro pareça grande demais
Você sempre será capaz de dar um grande salto
Não desista, insistia a voz quase muda, murmurando
O peito ardendo, o coração aos pulos
Vontade de correr pelo mundo, mas os pés atados no chão
Tudo cristalizado,
Os desejos, os sonhos, os medos
Tudo represado,
As dores, as angústias, outros medos
Quando explodir?
Para onde vai tudo isso?
Onde vai vazar a corrente desse rio
Para onde vai tudo isso?
Onde vai vazar a corrente desse rio
Enquanto isso, ainda preso, sonha perdido... outra vez.
O que vem antes do depois?
O que vem antes do depois?
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