Criava um passarinho. Ele voava solto, fora da gaiola. Solto é que era bom, podia ir e voltar quando quisesse. E quando voltava era sempre tudo novo, sempre havia novidade em cada visita, mesmo que tardia. Podia passar dias distante, quando voltava trazia muita alegria. Fazia tudo a sua volta ficar mais colorido, quem é leve, como um passarinho e voa perto do Sol consegue emanar uma energia bonita e bem mais forte. Ele se sentia quase sempre ofuscado, mesmo que o passarinho fosse frágil. O tempo lhe dava certeza disso, a cada novo dia de visita, mais certeza. Estava ficando cego.
Um dia o passarinho voou, foi se aninhar em outro ninho. Mudou de casa. Foi o momento da cegueira absoluta. Tudo em trevas.
Fim da História.
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