segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Esse final de semana, estava com 03 amigos legais, Spencer, Colares e Raul Machado... saindo do show do Pin Ups, já felizes e buscando mais felicidade, resolvemos arriscar numa casinha indie que fica ali perto do Sesc Pompeia mesmo... e quando chegamos, de taxi, e descemos (eu e Raul) para perguntar a hostess o que estava tocando, eis um resumo do diálogo:
- Oi Moça, o que está tocando ai hoje?
- Ahhh, hoje é anos 90!!
- Anos 90, hummmmmm?? Mas de que tipo?
- Anos 90, rock, indie. Anos 90.
- Hummmmm, tem certeza que não vai tocar Gabriel, O Pensador? ou Claudinho e Buchecha?
- É Anos 90! - ela disse, tentando ser taxativa.
Nessa hora, uma porta atrás dela se abre e surge um cara com bigodinho hipster, parecido com um Dj ou algo do tipo... e retruca:
- O Funk é o Punk dos anos 2015!!
Nossa..... depois dessa, dei de costas e fui embora!! Que triste ouvir isso. Que triste ver isso acontecer. O único tipo de Funk que se aproxima do Punk é o Funk anos 70, estilo norte-americano... não ESSA BOSTA que rola no Esquenta, nas periferias cariocas e do Brasil ou em festenhas de clubinho
"indie mordenóide" de SP. É isso, tchau!

domingo, 15 de novembro de 2015

Desamor

E se eu fosse uma caravela E se fosse uma flor E se o amor, brotasse E começasse a cuspir cores E se eu não me opor A todo desamor Que acho que é meu Todas essas flores que comprei para você e nunca te dei Todo esse desejo Que um dia senti E que nunca foi seu Todo esse meu medo, que é sempre meu. E se quando amanhecer Eu continuar dormindo E se o dia estiver colorido E eu não acordar sorrindo E se eu nunca acordar E se sempre estiver sonhando E se pular no mar Sem medo, será que saberei navegar? E conseguir aportar Em algum lugar Onde devo estar Com meu barco, sempre a postos Para teu abraço Para teu sorriso Para teu abismo E se eu tiver medo... quem vai alimentar os meus monstros? Quem vai me botar para dormir Quando for noite E estiver tudo escuro Quem segura na minha mão na hora do pulo? Será que eu pulo? Ou mudo o canal? Melhor fugir de novo Melhor nem pensar no salto Meus olhos estão cansados Eu sinto que estou cansado Que está tudo anestesiado Olho em volta, 30 miligramas de Vallium entorpecem tudo o que vejo. Há um vale Um vazio Um eco imenso Eu já não me sinto mais aqui Estou além Do que posso sentir Do que posso viver Estou muito aquém De tudo Não confio em mim Tenho medo de saber de tudo Até mesmo quem eu sou (tenho medo) É um eterno recomeço Dia após dia um novo tropeço Meus olhos ardem, meus coração arde, meu peito arde Tudo arde e queima dentro de mim, e fora também. Eu lembro do dia Que eu quis fugir Hoje aconteceu de novo E Eu fugi, eu lembro agora. E tento esquecer Mas não consigo É sempre mais forte, a lembrança do esquecimento O recomeço do tropeço A escada para o infinito O grito mudo do gigante que é montanha e dorme Aquela visão que você não consegue ver, mas sente O arrepio na espinha... o suspiro antes de dormir. É sempre ruim voltar Lembro quando visitava o meu túmulo Eu nem havia morrido Mas estava lá... vestido de negro.
E se um dia eu for alegre Eu devo continuar Sofrendo bastante Gritando bastante Para que eu tenha um dia amável, Eu devo sonhar? Se eu tiver que voar, Onde vou guardar meus medos? E minhas asas, onde escondo? Porque você está sempre linda Estava assim hoje Me feriu tão fundo O abismo em que me meti, é profundo, não consigo sair dessa fossa. Não posso mais sentir dor Agora meu coração dói de verdade Eu tenho medo Eu morro de medo Eu sou um vapor Eu não acredito mais que posso ter Eu não consigo e não acredito Apenas sei, que sou um vapor e fujo. Agora mesmo, etéreo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Verdade

Sabe, quando eu penso
Logo desisto
Tento não insistir no mesmo erro
Dói demais continuar errando

O tempo me engole
Regurgita meus pensamentos
Embaralha meus sentimentos
E me retorce todo por dentro

Dói demais
Quando acordo a cada manhã
E vejo que passou mais um dia
Mais uma noite...

Sabe, quando eu sinto
Logo desisto de sentir
E começo a mentir a mim mesmo
Dói demais falar a verdade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

That Look

I have a love living in Phoenix.
She's still beating for me
And i still remember her
I remember everyday about her intense eyes
So small and so big
That look makes me different for a while

that look, dancing in loop inside my mind
like the beatings of my heart
or my breath
completely wrong rotation.

sábado, 7 de novembro de 2015

Passarinho

Criava um passarinho. Ele voava solto, fora da gaiola. Solto é que era bom, podia ir e voltar quando quisesse. E quando voltava era sempre tudo novo, sempre havia novidade em cada visita, mesmo que tardia. Podia passar dias distante, quando voltava trazia muita alegria. Fazia tudo a sua volta ficar mais colorido, quem é leve, como um passarinho e voa perto do Sol consegue emanar uma energia bonita e bem mais forte. Ele se sentia quase sempre ofuscado, mesmo que o passarinho fosse frágil. O tempo lhe dava certeza disso, a cada novo dia de visita, mais certeza. Estava ficando cego.

Um dia o passarinho voou, foi se aninhar em outro ninho. Mudou de casa. Foi o momento da cegueira absoluta. Tudo em trevas.

Fim da História.