quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Vazante

Quis demais
Como sempre
Esqueceu
De deixar a água fluir por debaixo da ponte.

No seu fluxo normal
E contínuo.
É importante observar a indiferença dos barcos
Que batem nas docas

A água que bate na rocha
e leva, lava, limpa tudo
O que eu sentia
Estava represado, agora vazou.

Agora,
Que quebrei as comportas
Meu peito transborda
E me inunda algumas vezes.

Quis demais.
Agora é tarde.
Amanhã, quando acordar.
Vou sentar para contar os estragos dessa vazante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário