quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Paisagem de Concreto

Do alto desse prédio
Vejo uma paisagem repleta de outros prédios
Um infinito de concreto armado
Sinto meu corpo emaranhado nesse horizonte frio

Vontade repentina de criar asas
E saltar... do topo mais alto
E voar sobre todos
Todas as pessoas vazias e seus pensamentos minúsculos

Um salto... a vida é um salto no escuro
É mergulhar no infinito
Buscar o arco-íris atrás do por do sol
O pote de ouro encantado escondido

Quero me banhar nas águas mais profundas
Mergulhar num vôo rasante
Quanto mais longe eu puder ver
Quero poder tocar na tua alma (quando anoitecer)

Voar com você
Sem sair do lugar
Entrar na sua casa
E nunca mais sair (da sua cama).


domingo, 25 de outubro de 2015

Deixe Fluir

     Sabe de uma coisa? A gente se preocupa demais com a vida, com as coisas, com as pessoas, com o que vão achar de nós, ou como vão nos ver, se vão ver ou se não, apenas deixe passar. Como o vento. Deixe fluir o fluxo natural da vida correr, que as coisas se encaixam. Tudo bem, com algumas pessoas simplesmente não conseguimos nos sentir à vontade e isso fica claro, mas deixe fluir, vai encaixar em algum lugar, em algum momento, e se não encaixar pelo menos passou. O importante é seguir e viver todas as possibilidades que a vida continuar nos apresentar. Por muitos momentos nos sentimos baixos, levamos uma vida desgraçada quase sempre, vivemos para pagar as contas do que queremos viver. E muitas vezes a conta é alta, e nunca deixa de ser cobrada. Mas a vida é isso, e não há para onde fugir, é viver ou morrer. Melhor viver. Errar e tentar acertar, nem sempre se consegue. Tem muita coisa que atrapalha, as travas sociais, os medos, tantas dores internas e silenciosas, tão mudas que mutilam e as pessoas nem percebem. Deixe fluir, apenas deixe a corrente de vento passar e tente respirar junto. É um conselho que devo seguir. Todos os dias. Uma tentativa. Algo que devo fazer. Me esforçar mais. Perder o medo. Ser complacente com tudo o que for possível. Ser bondoso. É algo que devo pensar, sentir, fazer. Sempre. Sempre.
     

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Esquinas

Quando a tua esquina
Encontrar a curva do meu olhar
Vou estar cantando com os pássaros
Amanhecendo junto com o sol

A tua voz
Pode vir de algum jeito estranho
Mas mesmo assim,
Eu vou sentir como um canto.

Como se fosse um murmuro
De passarinho quando vai dormir
E nós dois acordando
E o dia acordando junto e cantando

Quando minha esquina
Cruzar com suas curvas macias
Fincadas dentro desses lençóis amarrotados
Uma nova estrada vai se abrir diante dos meus olhos

Um caminho novo
Que ainda não caminhei
Mas que já sonhei tanto
Esse novo horizonte se abrindo

Um universo paralelo
Onde eu possa estar com você
Abraçando teu sorriso num beijo infinito
E entardecendo dentro do teu corpo sem nem perceber

A lua vai vir
O sol vai nascer e morrer
O tempo vai estar mais vivo
A cada dia, sentir o dia cantar e nascer.

(dentro de mim, dentro de você)

Vazante

Quis demais
Como sempre
Esqueceu
De deixar a água fluir por debaixo da ponte.

No seu fluxo normal
E contínuo.
É importante observar a indiferença dos barcos
Que batem nas docas

A água que bate na rocha
e leva, lava, limpa tudo
O que eu sentia
Estava represado, agora vazou.

Agora,
Que quebrei as comportas
Meu peito transborda
E me inunda algumas vezes.

Quis demais.
Agora é tarde.
Amanhã, quando acordar.
Vou sentar para contar os estragos dessa vazante.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Voa leve, como o vento suave da noite, leva a brisa do meu pensamento para dentro do seu pensamento. Faz algo estalar quando você dormir. Meu pensamento batendo leve em sua face como uma carícia, vamos sonhar.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Pequeno Vôo

Ainda nem sei do teu sabor
E já me imagino
Acariciando a sua pele
A sua sorte pode mudar

E passo horas do dia
Apenas sentindo
Minha imaginação flutuar
É impossível não tensionar

Sobre as memórias
Antes de tocar a sua face
Todas as doces memórias
Que ainda não consigo ver

Será que consigo ver?
Dentro das minhas memórias
Eu tento ver, tento ter
Algo que não passa de pura imaginação

Mas eu busco todas as madrugadas
A chance de ter algum momento especial ao seu lado
Uma chance de sorrir
De te fazer feliz e ser feliz junto

Quando você vier
Segura forte na minha mão
Me deixa te sentir no meu abraço
Eu posso te levar num pequeno vôo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

She's my oblivion - it's to her I run
Out on the balcony - she waits for me
Out on the boundary - she smiles
She's my oblivion
Which way to turn?
The edges of our love are in the stars
And on the balcony
She waits for me
Out on the boundary
She smiles
Make this alive
Good days are back
Open your eyes when it falls
Come back to the air
I can't tell you what you already know
I can't make you feel what you already feel
I can't show you what's in front of you
I can't heal those scars
She's my oblivion
And my skin burns
Her hands all over me
She whispers:
"The edges of our love are in the stars"
Good days are alive
Good days are back
Open your eyes when it falls
Come back to the air
So look down to the street below
Don't look up to the stars above
You look around
See what's in front of you
Don't look down, don't look down
Can you see the light?
It shines onto us tonight
Can you see the light?
It's all around you

(My Oblivion, music by Stuart Staples)

Ela é meu esquecimento - e para ela eu corro
Fora na varanda - ela espera por mim
 na fronteira - ela sorri
Ela é meu esquecimento
Que caminho tomar?
As bordas do nosso amor estão nas estrelas
E na varanda
Ela espera por mim
Na fronteira
Ela sorri
Fazer isto vivo
Bons tempos estão de volta
Abra os olhos quando cai
Volte para o ar
Não sei o que você  sabe
Não posso fazer você sentir o que já sente
Não posso mostrar o que está na sua frente
Eu não posso curar as cicatrizes
Ela é meu esquecimento
E minha pele queima
Suas mãos em cima de mim
Ela sussurra:
"As bordas de nosso amor são nas estrelas"
Bons tempos estão vivos
Bons tempos estão de volta
Abra os olhos quando cai
Volte para o ar
Então olhe para baixopara a rua abaixo
Não olhe para as estrelas no céu
Você olha ao redor
Ver o que está na sua frente
Não olhe para baixo, não olhe para baixo
Você pode ver a luz?
Ela brilha para nós está noite
Você pode ver a luz?
É em torno de você

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Madrugada

Todo dia, na madrugada
Ele espera por uma surpresa chegar
Hoje aconteceu,
Do nada, ela veio e disse olá

Sempre buscando os horizontes
São tantos...
Complicado saber qual caminho buscar
Como se o caminho fosse a salvação

Meus olhos estão trocados
Um olha para direita e o outro olha para o meio
Onde você está?
Será que atrás daquela montanha eu encontro o seu sorriso?

É tarde, o tempo passa
Fazia anos que não falava com você
E como o vento, você veio
Assim, do nada, abrindo meus horizontes em meio a uma nova madrugada.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Furacão

e quando você sente aquela eletricidade no olhar, aquela que dá um frio interno, que faz girar a máquina do pensamento, que confunde os sentimentos e te deixa anestesiado? o que fazer com essa hora? que passou, e que não volta, e se voltar vem diferente. Será que vai olhar para mim com a mesma energia? Será que vou sentir esse olhar me penetrando, rasgando minha visão assim como rasga o meu peito? devo estar preparado para tudo. Um furacão se aproxima.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Naquela Noite

     Naquela noite, ela podia ter sido minha, mas não foi.

    Ela podia ter ouvido quando falei, ter ao menos entendido a minha fala, mas estava muito surda, com os ouvidos completamente cegos para o mundo. Ela podia ter sorrido quando eu sorri, mas ficou séria demais e só acenou, sem nenhuma retribuição. Ela podia ter aceitado meu pedido de perdão, ter sido mais leve, mais aberta e livre, mas não foi. Se fechou. E eu, me fechei junto. Como um arbusto que se retrai ao toque áspero. Eu sumi, dentro de mim.

     Isso me travou de um jeito incondicional, quase para sempre. Aquele sorriso que eu achava tão bonito e tão penetrante, agora é nada! Aquele olho infinito de um azul (ou era verde?) tão profundo que me fazia querer mergulhar neles e navegar sem caminho, nem porto seguro, nem terra a vista, muito menos em volta. Agora, esse mesmo olho, parece um buraco vazio. Sem brilho algum, uma gruta escura e úmida. Distante. Intocável. Indecifrável.

     O cintilar das teclas de um piano, me reconforta com uma música que me atinge e me lança para frente, não tenho medo de seguir adiante, nunca tive! É importante olhar sempre adiante e nunca voltar às vistas para o passado, porque há dias em que o passado é tão pesado e cruel que se você simplesmente encará-lo é como se fosse jogado num ventilador de ontens e amanhãs. A vida já é uma grande incerteza, será que temos sempre que complicar?

      Eu espero que algum dia ela se arrependa disso, porque eu mesmo, me arrependo de tudo!

domingo, 11 de outubro de 2015

Olhos de Águia

A maioria das coisas na vida é efémera, elas vem e pummmm, já eram. Olhos de Águia, amigo.
É preciso saber enxergar além do horizonte, além do alcance da vista, além do tato. Precisa ter muito trato para ir além, seguir é complicado, a estrada é cheia de tudo que atrapalha, a caminhada é dolorida e cega, muitas vezes. Quem disse que existiam flores no caminho? Você acha que está certo, o mundo te prova o contrário. O tempo cresce, segue, passos acelerados, vai além quase sempre e te leva junto, queira ou não. Olhos de águia, amigo. Precisa enxergar adiante. Sempre. Atrás da montanha tem um novo horizonte, e outro e outro, até o infinito. Eu só preciso de um incentivo, basta um, e eu movo o mundo. Quase sempre não sei do que as coisas são feitas, como elas tomam forma e ganham vida, como mudam nossos sentimentos e alternam nossos caminhos. O importante é seguir, amigo, e olhar adiante. Olhos de Águia. Sempre alertas. Acesos. Olhar de Conquista. Ao ataque!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015