É cedo
Nem amanheceu
Me olho no espelho
E percebo meus olhos grudados, quase cegos
A penumbra ante as vistas
Um véu distorcido e tênue
Que se pendura diante dos meus olhos
Me impedindo de enxergar minhas rugas
Meu medo talvez seja o tempo
Talvez nem tempo eu tenha para sentir medo
Enquanto isso, dorme plena
Gozo fatal.
Na ponta dos meus dedos
Trago alguns segredos
Dos desejos que amei a pouco
Tantos eram, que me lambuzei em devaneios
E me perdi, completamente vazio
Diante desse espelho
Onde estou cego
Nem amanheceu, está tudo turvo.
Até esse estorvo batendo desalegrado em meu peito.
Me confunde
Me aflige
atendo, ardendo, em desassossego, batendo, batendo... aflito.
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