A QUEM DEVO
A quem devo comunicar a minha dor,
Todo o meu desapego por mim mesmo,
A quem devo?
E de quanto será minha dívida durante todos esses anos de dúvida?
Será muito o que tenho ainda a pagar?
Eu, que apenas sonhei um sorriso leve
Caminhando ao meu lado, imagino estrelas
Como se dormisse em nuvens densas
A quem devo comunicar minha tristeza?
Toda minha grandeza
Será que alguém consegue mensurar?
Eu não tenho essa destreza, para computar.
A quem devo me reportar?
Haverá silêncio, haverá ruído.
E quando devo me satisfazer
Ou ao menos perceber, que não há soberba nessa vida.
Será tarde ou cedo demais
Para um novo recomeço.
Um novo tropeço.
Um novo sobressalto, do meu coração descompassado.
A quem devo comunicar
Que agora eu vou preferir o silêncio.
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