Acalma
Esse cavalo correndo em meu peito
Joga teu laço
Me amarra perto da tua cerca
Chega perto também, sem medo
Me diz palavras soltas, nada tem sentido
Gosto quando não tem sentido
Ando mentindo, prefiro sentir
Sou o último a perceber
Quando a carta cai (na mesa)
Por isso não aposto na primeira jogada
Guardo sempre para a hora certa
Mas qual será a hora certa?
E a incerteza?
Como me livrar desse cavalo pisando meu peito?
Como te encontrar no meio da multidão?
Você vai sorrir?
Vai fazer Sol nesse dia?
Eu vou perceber?
Que as cartas estão lá sobre a mesa, esperando pro jogo da vida
Nem sei do teu cheiro
Mas já imagino
Um trem me atropelando
Sou assim mesmo, um devaneio em atropelo
Nem sei do teu beijo
Nem me queixo
Mesmo assim já te desejo
E é tão grande que chega a explodir
E já não consigo entender
Quem começou isso
Se foi eu ou se foi você
Pouco importa, me interessa é viver
Quem mandou acreditar
Outra vez o coração atropelado
Essa metralhadora
Que atira para todos os lados
Apontando para o infinito
No escuro, é difícil entender suas cores
É difícil mirar
Acho que vou desistir dessa caça
(Ou sou eu a caça?)
Tudo bem, estamos apenas tentando
Enquanto o tempo passa
E nos perdemos nele
Há um cavalo trotando em meu peito
Vem cá, me conte algum segredo
Algo que ainda não saiba
Algo que não entenda
Me deixe imaginar...
Que estamos cavalgando juntos
Num campo verde pleno
Rumo ao novo horizonte que se abriu,
Depois que toquei na sua mão.
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