quarta-feira, 1 de novembro de 2017

DERRETENDO CÉREBROS À MEIA-NOITE

Um barulho de órgão intermitente
Um noise transverso, que se distancia e se aproxima
Com avidez flutuante
E me pergunta: onde você está agora?

Eu não sei.
Nem ouso responder.
Sinto a respiração
Enquanto ouço as espirais flutuando em meu cérebro

Esse noise familiar
Ele me pergunta: onde você está agora?
E se finda, como se caísse num buraco negro
Ou como se fosse transportando instantaneamente para outra dimensão

Alguma vezes eu penso
Eu fui feito para essa vida
A maioria das pessoas como eu
Elas não tem fé, vão até a escuridão e sentem medo

O que acontece depois de tudo isso?
Como posso aproveitar minha existência
Onde está a pequena paz na verdade humana
Que vai desfazer toda essa confusão?

Dormir, dormir
Deixar queimar, deixar queimar
Caminhando além, de nossa existência
Flutuando, respirando, falando, pensando, sentindo.

Dormindo
É um furacão, um vulcão quase a explodir
Destrói, a distância... caminhe, caminhe...
A voz dizia isso, na porta de Cemitério.

As sombras, desse tempo, distância fatal.
Caminhe, Caminhe
Cruze a linha da escuridão
Explore seus sonhos...

Acorde!

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