Lembrou do dia em que estava sozinho,
Andando pela praia.
Os pés na areia, sentindo a mansidão do mar
Tudo que pensava era muito distante.
Aquele sentimento ultramarino
Lembrou que tinha te visto vestida de Yemanjá
Parecia transbordante em alegria
Mesmo assim não se contagiou, estava cego.
O tempo passou e permaneceu assim
Cético de tudo, negando o amor
Agora que tudo acabou, sente algo estranho
Um cheiro estranho.
Parece que tudo está se decompondo.
O vento parou de ventar.
palavras... delírios... vômitos... buracos negros... umbigos... pélvis lisa... tudo que interessa!
terça-feira, 7 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
DERRETENDO CÉREBROS À MEIA-NOITE
Um barulho de órgão intermitente
Um noise transverso, que se distancia e se aproxima
Com avidez flutuante
E me pergunta: onde você está agora?
Eu não sei.
Nem ouso responder.
Sinto a respiração
Enquanto ouço as espirais flutuando em meu cérebro
Esse noise familiar
Ele me pergunta: onde você está agora?
E se finda, como se caísse num buraco negro
Ou como se fosse transportando instantaneamente para outra dimensão
Alguma vezes eu penso
Eu fui feito para essa vida
A maioria das pessoas como eu
Elas não tem fé, vão até a escuridão e sentem medo
O que acontece depois de tudo isso?
Como posso aproveitar minha existência
Onde está a pequena paz na verdade humana
Que vai desfazer toda essa confusão?
Dormir, dormir
Deixar queimar, deixar queimar
Caminhando além, de nossa existência
Flutuando, respirando, falando, pensando, sentindo.
Dormindo
É um furacão, um vulcão quase a explodir
Destrói, a distância... caminhe, caminhe...
A voz dizia isso, na porta de Cemitério.
As sombras, desse tempo, distância fatal.
Caminhe, Caminhe
Cruze a linha da escuridão
Explore seus sonhos...
Acorde!
Um noise transverso, que se distancia e se aproxima
Com avidez flutuante
E me pergunta: onde você está agora?
Eu não sei.
Nem ouso responder.
Sinto a respiração
Enquanto ouço as espirais flutuando em meu cérebro
Esse noise familiar
Ele me pergunta: onde você está agora?
E se finda, como se caísse num buraco negro
Ou como se fosse transportando instantaneamente para outra dimensão
Alguma vezes eu penso
Eu fui feito para essa vida
A maioria das pessoas como eu
Elas não tem fé, vão até a escuridão e sentem medo
O que acontece depois de tudo isso?
Como posso aproveitar minha existência
Onde está a pequena paz na verdade humana
Que vai desfazer toda essa confusão?
Dormir, dormir
Deixar queimar, deixar queimar
Caminhando além, de nossa existência
Flutuando, respirando, falando, pensando, sentindo.
Dormindo
É um furacão, um vulcão quase a explodir
Destrói, a distância... caminhe, caminhe...
A voz dizia isso, na porta de Cemitério.
As sombras, desse tempo, distância fatal.
Caminhe, Caminhe
Cruze a linha da escuridão
Explore seus sonhos...
Acorde!
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