terça-feira, 31 de outubro de 2017

Meu Beijo

Se te imagino no meu beijo
Ainda não sinto
O toque macio da sua boca
Minha boca macia querendo sua boca macia

Ainda não sinto
Mas imagino tudo
Cada suspiro, sua respiração
Nossos corações batendo

Se imagino o teu beijo
Sinto algo profundo
E insisto
Pois no meu beijo você também pode sentir outro mundo

E criar algo novo
Dentro de mim.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

GOSTOS


Gosto de quem não julga, mas pára e ouve (e até ensina)
Gosto de pitanga, na fruta, no sorvete e no sumo
Gosto de beijú molhado, de beijo doce e tapioca quentinha
Gosto de abraços, e de três beijos, e de carinho quando é amor (e tem afeto).
Gosto de quem gosta de se jogar com gosto na vida
Gosto mais de espelhos do que dos reflexos
Gosto de café de manhã, de tarde e de noite
Gosto de sentir o gosto do teu beijo com sabor de café a qualquer hora do dia.
Gosto de sumir, e aparecer, sem avisar
Gosto de viajar, sem sair do lugar, ou indo para bem longe
Gosto do sereno, do calor e da chuva
Gosto do céu rosa quando é de tardinha
Gosto de você quando gosta de mim
Gosto de olhar no teu olho quando teu olho olha para mim
Gosto do azedume do seu beijo depois que você come cajá-manga
Na verdade, Gosto do seu beijo com sabor de qualquer fruta, doce ou azeda.
Gosto tanto da sua manha.
Gosto quando é de manhã.
Gosto da luz do sol batendo no seu corpo.
Gosto do seu corpo no meu corpo e nós dois sob o sol.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Calor Feminino

Assim, não sei ao certo, nem tenho certeza
Mas toda vez que me vejo em mudança
Ou encurralado por alguma situação dantesca
Que me tenha ocorrido à força, ou não.

Busco no Calor das Mulheres
O Abraço que desejo
E permaneço nele, até entender
Do que é feito aquele calor, aquele ardor, aquele amor todo.

No aconchego de um abraço feminino
Há respostas que nunca alguém ousou descobrir
Há perguntas que não tem respostas
E há respostas para tudo, para qualquer pergunta.

É infinito,
O amor feminino.
E é nele que confio meus medos, meus vacilos, meus tropeços
E busco entender, e busco ser sempre alguém, um pouco melhor.

Errei, tantas vezes
Me arrependi, tantas vezes
Segui, todas as vezes
E me permiti não olhar para trás, nem buscar saber.

Me bastam as mulheres da minha vida
As que vem e eu nem percebi, já tomam conta de tudo dentro de mim
Quero sentir, quero viver, quero esse abraço
Quente, cheio de respostas e perguntas, cheio de tudo o que preciso.

O Calor Feminino
É algo inexplicável
Basta sentir
E agradecer.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Pessoas-Manada

Custo entender as pessoas
Em manadas, como animais, mas diferentes
Conversando entre si, interagindo, trocando energias
Brigando, sentindo, querendo, amando e verbalizando tudo isso

De alguma forma
Me sinto fora desses grupos (por um momento)
E quando verbalizo quero falar com poucos
E quando falo com poucos, me satisfaço até.

É estranho?
Não sinto assim
Aliás, faz tempo que não sinto e apenas resisto
O tempo endurece as pessoas

Mas os jovens continuam em seus grupos
Pessoas-Manadas
Andando por aí, se fotografando em poses inimagináveis
Manadas delas, de pessoas

Eu, enquanto animal, me sinto absorto
E fujo, em busca de um bosque solitário
Onde eu possa pastar em paz
Procrastinar durante todo o dia.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sono Profundo

Sinto um sono profundo
Um peso nos olhos
Uma vontade absurda de não ver mais nada
E apenas sentir, à distância, o barulho da linha ocupada.

Sinto um peso absurdo nas costas
Nas pernas, no fim do dia.
Deito meu corpo
Sonho alguma coisa que depois esqueço.

Sinto um sono profundo
Mas não durmo
Nem consigo relaxar
Seja doce comigo, eu não tenho culpa.

Sinto um peso enorme quando penso
E se penso muito, dói tudo.
Melhor dormir, tentar esquecer.
Nem que seja por alguns minutos.

Seja doce comigo,
Eu não tenho culpa.
Se me afastei de tudo, foi por não querer ser um peso
Nem para você, nem para ninguém.

Sinto um sono profundo
Melhor dormir.
E acordar em outro mundo.
Longe de tudo, mas ainda com dor.

I Don't Care

I won't forget about you!
because your smell
Lives inside my head
in my veins, like blood

I run, run, run
But i don't move to nowhere
I'm stay here forever
Looking for the past, feeling your smell, more distant everyday.

You never looked to me
it's a fact
More than true, it's a fact
But I don't care

I have my certain faith
sometimes it's wrong
but ok, the most important is the way
Don't look behind. It's hard... hard... hard.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Acalma-te

Acalma-te coração.
O tempo urge e caminha incessante
O peso do tempo, o atropelo das horas
Tudo é declínio nessa tarde opaca

O céu, cinzento e armado, ainda em silêncio
Acalma teu peito, pobre criatura
Que há muito por vir por debaixo dessa ponte
Tanta água que ainda não passou

O rio está cheio de peixes
Todos os tipos de sorte nessas águas turvas
Tais quais os pensamentos
A dor, o lamento, essa tarde vazia. Joga tua rede!

Acalma-te.
Respira.
Escuta o silêncio.
Dói mais lá fora do que aqui dentro.

A chuva é um prenúncio
Do que ainda não veio
Está tudo turvo, feio, denso e caudaloso.
Não mergulha agora. Espera passar.

Acalma-te marujo
O mar não está para peixe agora.
Escuta o barulho das ondas.
Olha para o Sol, se ele sair. Esperar esquentar.

Não se preocupa com nada
Faz como sempre fez
Segue adiante.
Cabeça erguida, Olhar radiante, mirando pro Norte num horizonte qualquer.

Pode ser tarde, agora.
Mas nunca é. O tempo não existe.
Tudo é questão de espírito.
Muda essa chave, acalma teu peito e respira.

A tarde ainda nem começou.