Me Beije de manhã
E vá embora
Enquanto acendo meu cigarro
E tomo um café amargo
Novamente, de novo
Isso está me matando
O seu hálito, seu hábito estranho
Isso me mata aos poucos
Você podia me deixar completamente mudo
Não quero saber
Como foi o seu dia
Quando nós fomos amantes?
Novamente, de novo
Isso está me matando
Saber dos teus segredos
Tentar esconder meus defeitos
Me beije de manhã
E, em silêncio, vista suas roupas
Abra a porta
E não volte nunca mais.
English Version:
Kiss me in the morning
And go away
While I light my cigarette
And I take a bitter cup of coffee
Again, again
This is killing me
His breath, his strange habit
It kills me slowly
You can leave me completely speechless
I don't want to know
How was your day.
When we were lovers?
Again, again
This is killing me
Knowing of your secrets
Trying to hide my faults
Kiss me in the morning
And in silence, put on your clothes
Open the door
And never come back.
palavras... delírios... vômitos... buracos negros... umbigos... pélvis lisa... tudo que interessa!
quarta-feira, 20 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
A Minha (Quase) Morte
Nada na vida pode descrever o que senti naquela noite.
Estava no meio da sala, sentado numa cadeira de praia (depois explico porque tenho uma cadeira de praia na sala), quando do nada entram dois caras pela cozinha, empunhando 02 facas, caminhando em minha direção. Uma pontiaguda e outra de serra, ao olhar para as facas com mais precisão, notei que eram "as minhas facas"!! Sim, eles haviam pego na minha cozinha, enquanto estavam entrando e vindo em minha direção. Foi tudo muito rápido. Não entendi absolutamente nada do que estava acontecendo, senti meu corpo inteiro entrando em choque, num tremor absurdo e sem controle. Eu só tremia. Depois formigava. E pensava que não queria morrer. Pensava nisso e em muitas outras coisas ao mesmo tempo, algumas viagens alucinantes e alguns pensamentos altamente bizarros cruzaram minha cabeça em fração de segundos. Flashs absurdos espocavam diante da minha vista. Não me atrevi, em momento algum, a olhar para eles dentro do olho, para a face deles ou qualquer coisa do tipo. Um deles disse:
- Abra a porta!
Isso me paralisou mais ainda. Como assim "Abra a porta!"??? Não vão me roubar? Não vão me matar? Nada? O maior era negro, vestia um casaco azul marinho, não lembro se vestia calças ou usava bermuda, tudo se apagava diante dos meus olhos, fiz questão de anestesiar aquele momento/pensamento/sentimento, antes que eu mesmo me anestesiasse ou fosse anestesiado por eles. O outro era baixo, parecia familiar, apesar de eu nunca ter visto ele possivelmente em lugar nenhum. Que troço mais doido pensar nisso agora, assim. Distante. Na hora foi tudo tão rápido, parecia um filme, mas era real, e estava acontecendo comigo. Eu podia ter morrido esfaqueado pelas minhas próprias facas, que final mais Humor Negro. Algo muito pior poderia ter acontecido. Não sei, é muito difícil imaginar ou prever isso agora.
Enfim... do nada, pediram para eu abrir a porta. Simplesmente isso, queriam fugir, creio eu (ou estavam fugindo). Não fizeram absolutamente nada comigo, mas isso de forma alguma diminuiu o pavor que senti ao ver dois homens totalmente desconhecidos, empunhando facas em meu corredor, me pedindo para abrir a porta. Eu ouvia, mas parecia surdo. Eu tentava fazer o que eles me pediam, mas meu corpo não respondia minha mente. Que sensação mais estranha. Saber que você está na corda bamba, há um passo muito tênue do desfiladeiro, entre a vida e a morte.
Agora são cinco da manhã. Isso aconteceu por volta das 21h30. Não consigo dormir, meu corpo ainda não se acalmou. Ainda treme, minh'alma está estremida por tabela, é um misto de sentimentos confusos que tomam conta de mim. O sono, o medo, algumas fraquezas, temores, arrepios, olhares furtivos para o nada, a busca do vazio, o vazio completo, barulhos, flashes que se repetem quando fecho os olhos. Tudo muito surreal.
Estava no meio da sala, sentado numa cadeira de praia (depois explico porque tenho uma cadeira de praia na sala), quando do nada entram dois caras pela cozinha, empunhando 02 facas, caminhando em minha direção. Uma pontiaguda e outra de serra, ao olhar para as facas com mais precisão, notei que eram "as minhas facas"!! Sim, eles haviam pego na minha cozinha, enquanto estavam entrando e vindo em minha direção. Foi tudo muito rápido. Não entendi absolutamente nada do que estava acontecendo, senti meu corpo inteiro entrando em choque, num tremor absurdo e sem controle. Eu só tremia. Depois formigava. E pensava que não queria morrer. Pensava nisso e em muitas outras coisas ao mesmo tempo, algumas viagens alucinantes e alguns pensamentos altamente bizarros cruzaram minha cabeça em fração de segundos. Flashs absurdos espocavam diante da minha vista. Não me atrevi, em momento algum, a olhar para eles dentro do olho, para a face deles ou qualquer coisa do tipo. Um deles disse:
- Abra a porta!
Isso me paralisou mais ainda. Como assim "Abra a porta!"??? Não vão me roubar? Não vão me matar? Nada? O maior era negro, vestia um casaco azul marinho, não lembro se vestia calças ou usava bermuda, tudo se apagava diante dos meus olhos, fiz questão de anestesiar aquele momento/pensamento/sentimento, antes que eu mesmo me anestesiasse ou fosse anestesiado por eles. O outro era baixo, parecia familiar, apesar de eu nunca ter visto ele possivelmente em lugar nenhum. Que troço mais doido pensar nisso agora, assim. Distante. Na hora foi tudo tão rápido, parecia um filme, mas era real, e estava acontecendo comigo. Eu podia ter morrido esfaqueado pelas minhas próprias facas, que final mais Humor Negro. Algo muito pior poderia ter acontecido. Não sei, é muito difícil imaginar ou prever isso agora.
Enfim... do nada, pediram para eu abrir a porta. Simplesmente isso, queriam fugir, creio eu (ou estavam fugindo). Não fizeram absolutamente nada comigo, mas isso de forma alguma diminuiu o pavor que senti ao ver dois homens totalmente desconhecidos, empunhando facas em meu corredor, me pedindo para abrir a porta. Eu ouvia, mas parecia surdo. Eu tentava fazer o que eles me pediam, mas meu corpo não respondia minha mente. Que sensação mais estranha. Saber que você está na corda bamba, há um passo muito tênue do desfiladeiro, entre a vida e a morte.
Agora são cinco da manhã. Isso aconteceu por volta das 21h30. Não consigo dormir, meu corpo ainda não se acalmou. Ainda treme, minh'alma está estremida por tabela, é um misto de sentimentos confusos que tomam conta de mim. O sono, o medo, algumas fraquezas, temores, arrepios, olhares furtivos para o nada, a busca do vazio, o vazio completo, barulhos, flashes que se repetem quando fecho os olhos. Tudo muito surreal.
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