terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Foram dias intensos no México, acompanhando a banda sergipana The Baggios, que acaba de fazer a sua primeira turnê internacional. A primeira de muitas, tenhamos certeza, pois com o som que eles fazem e o show que eles tem a estrada é longa.

A gira mexicana, como a banda batizou a aventura por terras mexicanas, começou no dia 02 de dezembro com uma rodada de entrevistas para promover o festival LatinoAmerica 360º que iria acontecer no dia 05 de dezembro, no Foro Indie Rocks, em México DF.

O primeiro show da banda aconteceu na Centro Cultural do Brasil no México, uma casa belíssima, estilo palacete num local bem valorizado e com um mini teatro aconchegante. Foi um set acústico, mas muito bem recebido pelo público. De lá, partimos para Puebla, um dos maiores estados do México (com cerca de 227 cidades). A "carretera" estava muito cheia, o trânsito na cidade do México é um problema, há muitos carros e muito pouca organização. Demoramos cerca de 3 horas para chegar na cidade e, quando chegamos, já foi subir no palco e tocar. O show foi muito bom, apesar de ser um bar onde as pessoas ficavam sentadas para assistir ao concerto, comendo e bebendo, as pessoas reagiram bem ao show. Tivemos a sorte de conhecer uma amiga jornalista/radialista, Gloria Mejía, que nos apresentou um pouco da cidade e de sua história, num breve resumo de 40 minutos de conversas, boas risadas e muitas fotos. Voltamos para México DF e chegamos por volta das 4h30 da manhã. Muito cansados.

Chegou o dia do Festival Latinoamérica 360, era 05 de dezembro, a data mais importante para a tour do The Baggios. Acordamos tarde, por volta do meio dia, o sono era preciso para recuperar a viagem longa do dia anterior. Saímos para comer e fomos para o loca do show por volta das 5 da tarde, montamos o palco e eles passaram o som, e lá ficamos. O Festival começou com o show da boa banda mexicana Lujjovitz, que mistura elementos de rock com acordeom, fazendo o público dançar e aquecer para o show que viria. Em seguida, subiram ao palco os colombianos da Circus Funk, que fizeram um show para o público dançar e se divertir com a mistura de funk soul da banda de Cali. Ao final do show dos colombianos, adentra ao espaço do Foro Indie Rocks uma batucada de maracatu, genuinamente brasileira, só que feita e tocada por mexicanos. Foi um momento estrondoso para o festival, e bem interessante para o público, que respondeu muito bem. A banda local Tunga preparou o público para a porrada sonora que a dupla The Baggios iria proporcionar em poucos minutos. Quando a dupla de bules rock subiu ao palco do Foro Indie, o público estava quente e a resposta foi surpreendente, com a platéia cantando vários temas e até pedindo músicas, como "Domingo". O show foi perfeito, do começo ao fim, com uma série de boas músicas de rock e blues com fortíssimo acento do regionalismo nordestino que causaram surpresa em todos os que os viram tocar. a seguida aos Baggios, veio o fenômeno Mon la Ferte, uma cantora chilena que reside há alguns anos no México e já tem uma carreira consolidada, visto a quantidade de fãs que cantavam suas músicas, gravavam vídeos enquanto ela cantava e se divertiam com as piadas bem populsescas dela. Após Mon La Ferte, vieram os malucos de Guadalajara, da banda Los master Plus. E que show, botaram todo mundo para dançar com uma mistura de cumbia, lambada e samplers de hits de sucessos dos anos 80. Foi uma das grandes surpresas da noite. O Festival fechou com o show apoteótico e performático dos Rebel cats, lenda viva do rockabillie mexicano, e dona de um dos shows mais legais da noite, botando para quebrar com tudo no palco do Festival. O baixista surfava em cima do seu baixo acústico, enquanto o baterista tocava de pé e cantava. Mas o trufo mesmo era o guitarrista, uma lenda-viva do rock mexicano, com ar de moleque de 20 anos.

O dia seguinte foi de descanso e um breve passeio ao bairro de Coyacán, onde viveram Frida Khalo e Diego Rivera. Lá encontramos, por acaso, com a cantora Mon La Ferte que estava indo fazer uma visita ao Museu de Frida Khalo, a Casa Azul.

Na segunda fomos viver uma das maiores aventuras de nossas vidas, ao visitar as pirâmides do Sol e da Lua, em Tehoticuacán.

A terça e quarta foram dedicadas às gravações da música inédita com a banda mexicana Los Daniels. As gravações ocorreram na casa de Poncho, baixista do Los Daniels, e que tem um aconchegante estúdio caseiro.

Na quinta, a banda se apresentou

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