Dentro de si, era outra noite estranha
Cada tragada que dava fundo
Parecia buscar as entranhas
Seu o corpo perdido no lodo imundo
Gritava, escarrava, cuspia,
mas era seco e surdo o que ouvia.
Nada se ouvia,
a não ser o eco do seu vazio interior.
Gritos e delírios ecoando em sua mente
A sujeira tomando conta, os pêlos crescendo, por toda parte.
O chão imundo, onde planeja
Deitar sua carcaça e se camuflar, de repente.
Há muito a esconder,
Seu coração tamanho vazio.
Tambor seco batendo no ar frio (e seco)
É tarde, amanhã vai ser tarde ainda, quando o céu se pintar de dia.
Continuará sendo tarde.
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