quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Foi um papôco do tamanho do mundo. 

Que escureceu tudo

Ao meu redor ficou o negrume

E o eco seco daquele estrondo tardio.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

(sem título).
Se o mundo
Fosse menos aparente
Talvez percebesse meus olhos
Tentando flertar com os teus...

Ou não.
Pois não olhava para lugar algum.



HOJE EU NÃO VOU...


Hoje não vou sair da minha casa
Não vou sorrir, não vou chorar, nem falar
Só o suficiente, para que você entenda
Que hoje eu não vou sair de mim.

Sei de todos os meus dons e defeitos
E do principal
Que é o fato de não querer nada hoje
É isso que me faz afastar as pessoas. 

Não quero ninguém ao meu lado
Quero caminhar sozinho
E morrer num canto qualquer
Sem que ninguém saiba ao certo por onde caminhei.

Confesso que tenho medo
E que esse medo é todo meu sentimento
Mesmo assim não lamento
Eu apenas espero outro dia

E penso se posso sair
Mesmo sem saber para onde ir
Ou se devo caminhar
Rumo a qualquer lugar

Seria melhor ficar?
Por que eu devo fugir?
Não é mais fácil dormir?
A ausência do corpo não afeta a presença da mente.

Melhor é mentir ou falar a verdade?
Vou deitar agora
Quem sabe amanhã
Acorde melhor de humor.