sábado, 15 de setembro de 2012

fuga número cem

O que eu não sei
Eu deixo perdido

(na madrugada)

Como as milhões de estrelas
Também sou infinito
Sou hiato
Sou grito (e silêncio)

Nem sempre quando quero eu digo
Eu finjo como todo mundo
Não tenho medo de dizer
Nem sentir me dá medo

Na madrugada
Eu deixo tudo aquilo que sonhei
Meu coração dilacerado
Meu peito vazio ou cheio
Minhas angústias, minhas loucuras
Até eu mesmo!

Faço de tudo para sumir do meu pensamento
Não tem muito sentido
Curto todas as possibilidades
As verdadeiras, as de mentira, menos as sintéticas.

miragem

Ontem,
Senti meu sorriso.
Nunca havia sentido isso.
O meu sorriso no meu rosto.
Assim, sentir ele rindo, me pareceu estranho.
E parei de sorrir.
Franzi.
Meu rosto, minha testa, as frestas.

Olhei no espelho
E vi o que sempre vejo
Um olhar distante
E perdido
Um pensamento constante
E tardio
Que quase sempre esqueço
Algo que não mereço, ou percebo.

É.
Não vale a pena sonhar.
Não vale apenas sorrir.
Nem olhar no fundo do espelho
Tudo é muito profundo
E confuso, pode ser miragem.


sábado, 1 de setembro de 2012

Wake-Up

O teu sorriso...
A tua pele na minha pele
O teu cabelo voando
O vento trazendo seu perfume

(embriagando meus sentidos, me fazendo sentir tanto de tudo)

Consigo imaginar quase tudo
Sigo sonhando acordado
É muito mais que meu mundo
O que sonho dividir com você.