segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nem é Dor.

Não sou eu, nem é dor
É um grito cruzando meu peito
Cortando meus medos e defeitos
Um jeito de dizer adeus com amor

Ou voltar atrás para sempre
Está tudo errado
Ou estou ficando louco
Não fale comigo, nem olhe para trás

Você vai rir querendo chorar
Tuas lágrimas serão como fogo
Ou voltam a jorrar
Ou queimam toda a pele

Não me diga nada
Ando surdo para tuas palavras
Estou mudo dentro de mim
Não restou quase nada.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Navegar

É madrugada, mas faz um sol ameno
Ou é a lua muito forte e robusta, com suas luzes tenras.
Estou num barco, e navego lentamente
Pelas ruas alagadas, vou cruzando esquinas e pessoas ilhadas em suas portas.

As janelas estão fechadas, assim como meu coração
É um sentimento confuso que trago dentro de meu peito
Um estorvo imenso
Quase oprime minha respiração.

Meu barco me leva distante e sobe avenidas
Não tem sentido ficar perdido num sonho
É um vai e vém, e volta e vai, que confunde a minha retina
E já não sei se é ilusão apenas ou estou mesmo navegando.

Quando encontrar o velho na encruzilhada
Quem sabe eu pergunte a ele
Como encontro sentido nas coisas dessa estrada
Se ainda não entendi para onde os meus pés me levam.

Para onde devo navegar?

Sorriso.

Queria apenas poder acordar com um sorriso
Que fosse forte e me fizesse viver
Muito mais do que posso ser
Um sorriso que não fosse o meu

Porque o meu não é bem um sorriso
É mais um comixão de canto de boca
Um tremor tímido, amarelado
Com medo de assumir a largura.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012