Quando acabou a gasolina
No meio do deserto do Idaho
Meu pensamento voava tão longe
Nem percebi, já estávamos num bar perdido no meio da estrada.
Quatro mulheres nos atenderam
Um delas saiu, em busca de gasolina no posto mais próximo.
Pensei na força daquela cena
Aquele ato tão simples e tão intenso.
Me senti pequeno e agradecido.
Olhando para longe.
Uma paisagem no deserto.
Pensamento voando longe.
Nada faz sentido.
Tarde demais.
Coração errante,
Machucado de tanto sofrer.
palavras... delírios... vômitos... buracos negros... umbigos... pélvis lisa... tudo que interessa!
domingo, 28 de maio de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
coração
Me mandou tomar um chá
E foi embora
Falou que ia pregar um quadro
E, depois disso, nunca mais falou nada
Embora seja tarde
Havia espaço, naquela época
Nunca perceber que tudo é diferente
Apenas absorver o torpor feito uma esponja.
Não lamente, porque não há espaço para isso
Apenas aprenda e repreenda qualquer ato falho futuro
O erro foi seu.
O grito, calou.
E foi embora
Falou que ia pregar um quadro
E, depois disso, nunca mais falou nada
Embora seja tarde
Havia espaço, naquela época
Nunca perceber que tudo é diferente
Apenas absorver o torpor feito uma esponja.
Não lamente, porque não há espaço para isso
Apenas aprenda e repreenda qualquer ato falho futuro
O erro foi seu.
O grito, calou.
sexta-feira, 26 de maio de 2017
preta
Preta
Desde o primeiro dia que olhei você
O dourado em teu cabelo ao entardecer
Você sorrindo radiante, me fez enlouquecer
Você sorrindo radiante, me fez enlouquecer
Não consigo parar de pensar
Pensamento vai longe até te encontrar
Não sei se tenho coragem de lhe dizer
Mas preta, tô parado em você
Não sei se tenho coragem de lhe dizer
Mas preta, tô parado em você
Quando você me olha, meu olho brilha
Quando você sorri, sorrio também
Se você canta, me calo para ouvir
Quando você sorri, sorrio também
Se você canta, me calo para ouvir
É uma coisa estranha, sentir tudo isso assim sem querer
Teu olhar me agita
Meu coração palpita
Quero você agora, você é tão bonita
Dança aqui na pista, canta pra eu ouvir
Quero perder as tardes
Com você quero me perder inteiro
E depois me achar
E, aos poucos, me perder outra vez com você.
terça-feira, 16 de maio de 2017
chiado na cabeça
Na cabeça,
um chiado constante.
Uma voz, que murmura segredos.
Um oráculo intermitente.
Ontem, ouvi tua voz.
Mas não me lembro mais dela.
Mesmo assim, achei que fosse.
Ontem tentei te abraçar, você afastou minha mão.
Preferiu dormir.
Eu respeitei, também dormi.
Mas quando acordei, faltava algo.
Tinha só uma voz, chiando na minha cabeça.
Murmurando.
Ruminando.
Sabia o que devia ser feito.
Só não sabia como fazer.
Um chiado,
Constante.
A respiração ofegante,
a total falta de ar.
Apenas a voz.
Dentro da cabeça.
Repetindo as mesmas frases.
As fases, tão tensas da vida.
um chiado constante.
Uma voz, que murmura segredos.
Um oráculo intermitente.
Ontem, ouvi tua voz.
Mas não me lembro mais dela.
Mesmo assim, achei que fosse.
Ontem tentei te abraçar, você afastou minha mão.
Preferiu dormir.
Eu respeitei, também dormi.
Mas quando acordei, faltava algo.
Tinha só uma voz, chiando na minha cabeça.
Murmurando.
Ruminando.
Sabia o que devia ser feito.
Só não sabia como fazer.
Um chiado,
Constante.
A respiração ofegante,
a total falta de ar.
Apenas a voz.
Dentro da cabeça.
Repetindo as mesmas frases.
As fases, tão tensas da vida.
domingo, 14 de maio de 2017
Amanhecer
Não é você, meu amanhecer.
Não vou ser mais, nem menos.
Serei apenas algo perdido
Vagando em busca de algum calor.
Não tenho planos.
Guardei minhas malas.
Não vislumbro nada excêntrico agora.
Quero apenas o que me for ofertado.
Poder dormir, e acordar mais tranquilo
Talvez tentar construir alguma coisa sólida,
Antes que seja tarde, antes que venha a maré e lave tudo.
É preciso fazer algo agora, antes do amanhecer.
Não vou ser mais, nem menos.
Serei apenas algo perdido
Vagando em busca de algum calor.
Não tenho planos.
Guardei minhas malas.
Não vislumbro nada excêntrico agora.
Quero apenas o que me for ofertado.
Poder dormir, e acordar mais tranquilo
Talvez tentar construir alguma coisa sólida,
Antes que seja tarde, antes que venha a maré e lave tudo.
É preciso fazer algo agora, antes do amanhecer.
Quem Sou Eu?
Até quando vou ter que responder isso?
Esse questionário sem fim
Essas perguntas, das quais eu não tenho as respostas.
Até quando estarei aqui tentando respondê-las?
Já cruzei a metade da minha estrada,
Talvez até um pouco mais.
Tenho dificuldades para dormir,
Aceito isso como uma penitência.
Preciso ficar acordado para sentir mais as coisas,
Mesmo que rumine um milhão de pensamentos sem sentido
Eles me devoram, quase sempre.
Não adianta quanto os teime em mastigar.
Eles sempre me engolem.
Meu ego já me engoliu tantas vezes.
Já fiquei tonto, confuso, já rodei, fiquei cego e caí no chão.
Perdi as contas de quantos pedaços eu colei de mim mesmo.
Perdi as contas. Perdi as pontas. Os ponteiros.
Foi tempo demais buscando respostas,
Para perguntas, apenas perguntas, dúvidas, medos, coisas das quais não sei o sentido,
mas sinto e sinto tanto e tão profundo, que me perco.
Até quando vou ter que responder isso?
Será que algum dia eu vou saber,
Se o que fiz, vi, vivi... me serviu.
Já me sinto satisfeito, já errei o suficiente. Basta!
Mas a estrada ainda é ampla, ainda grita, ainda chama.
E eu tenho fogo ainda, queimando aqui dentro.
E eu tenho pernas ainda, e braços, e peito e uma cabeça que não pára.
Quantos questionamentos, quantos questionários.
Até quando vou ter que responder isso?
Esse questionário sem fim
Essas perguntas, das quais eu não tenho as respostas.
Até quando estarei aqui tentando respondê-las?
Já cruzei a metade da minha estrada,
Talvez até um pouco mais.
Tenho dificuldades para dormir,
Aceito isso como uma penitência.
Preciso ficar acordado para sentir mais as coisas,
Mesmo que rumine um milhão de pensamentos sem sentido
Eles me devoram, quase sempre.
Não adianta quanto os teime em mastigar.
Eles sempre me engolem.
Meu ego já me engoliu tantas vezes.
Já fiquei tonto, confuso, já rodei, fiquei cego e caí no chão.
Perdi as contas de quantos pedaços eu colei de mim mesmo.
Perdi as contas. Perdi as pontas. Os ponteiros.
Foi tempo demais buscando respostas,
Para perguntas, apenas perguntas, dúvidas, medos, coisas das quais não sei o sentido,
mas sinto e sinto tanto e tão profundo, que me perco.
Até quando vou ter que responder isso?
Será que algum dia eu vou saber,
Se o que fiz, vi, vivi... me serviu.
Já me sinto satisfeito, já errei o suficiente. Basta!
Mas a estrada ainda é ampla, ainda grita, ainda chama.
E eu tenho fogo ainda, queimando aqui dentro.
E eu tenho pernas ainda, e braços, e peito e uma cabeça que não pára.
Quantos questionamentos, quantos questionários.
Até quando vou ter que responder isso?
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Por que com você é tão bom?!
Eu não sei.
Pergunta difícil.
Ela solta assim do nada, corpo ainda quente:
- Por que com você é tão bom?!
Engoli seco. Ficou no ar.
Mais uma pergunta sem resposta.
Uma estória que nem começou
E se perdeu, numa pergunta:
- Por que com você é tão bom?!
Eu não sei.
Até hoje procuro saber.
Acho que nunca vou encontrar a resposta.
Pois já não tem sentido nenhum.
Pergunta difícil.
Ela solta assim do nada, corpo ainda quente:
- Por que com você é tão bom?!
Engoli seco. Ficou no ar.
Mais uma pergunta sem resposta.
Uma estória que nem começou
E se perdeu, numa pergunta:
- Por que com você é tão bom?!
Eu não sei.
Até hoje procuro saber.
Acho que nunca vou encontrar a resposta.
Pois já não tem sentido nenhum.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Não Quero Sofrer
Eu só queria
Sofrer menos
Sentir menos
Ou não sentir nada
Absolutamente tudo o que mais desejo
É parar de sentir e sofrer
Ou encontrar algo que me assole de vez
Mas de um jeito diferente
Um assolamento completo
Desses que vêm e dominam tudo
Devastam tudo
Não deixam nada de pé.
Se não for assim
Que não seja nada.
Que não sinta nada.
Que não veja nada.
Nem perceba,
que o perigo está ao lado.
É falso e não aperta a sua mão.
Finge uma amizade, com uma faca pronta escondida nas costas.
É cruel.
Eu sei.
Mas essa é a vida.
E essas são as pessoas com quem temos que conviver.
Minha passagem para bem longe.
Me tire daqui agora,
não quero mais ver isso, nem nada.
Já disse: não quero sofrer nem sentir. NADA!
Sofrer menos
Sentir menos
Ou não sentir nada
Absolutamente tudo o que mais desejo
É parar de sentir e sofrer
Ou encontrar algo que me assole de vez
Mas de um jeito diferente
Um assolamento completo
Desses que vêm e dominam tudo
Devastam tudo
Não deixam nada de pé.
Se não for assim
Que não seja nada.
Que não sinta nada.
Que não veja nada.
Nem perceba,
que o perigo está ao lado.
É falso e não aperta a sua mão.
Finge uma amizade, com uma faca pronta escondida nas costas.
É cruel.
Eu sei.
Mas essa é a vida.
E essas são as pessoas com quem temos que conviver.
Minha passagem para bem longe.
Me tire daqui agora,
não quero mais ver isso, nem nada.
Já disse: não quero sofrer nem sentir. NADA!
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Sabor de Mata
Queria penetrar no meio dessa mata.
E me perder totalmente.
Nas suas folhagens úmidas.
Seio aberto, vapor sereno, teu solo macio.
Canto de pássaros ao amanhecer.
Teus olhos brilhando depois de sentir o orvalho.
Nosso amor florescendo junto com as flores no meio do mato.
Tudo nascendo e tomando vida.
O sol nascendo radiante.
Os raios invadindo nossos corpos.
Nós nos invadindo e vadiando.
O dia todo.
E a vida toda assim.
E me perder totalmente.
Nas suas folhagens úmidas.
Seio aberto, vapor sereno, teu solo macio.
Canto de pássaros ao amanhecer.
Teus olhos brilhando depois de sentir o orvalho.
Nosso amor florescendo junto com as flores no meio do mato.
Tudo nascendo e tomando vida.
O sol nascendo radiante.
Os raios invadindo nossos corpos.
Nós nos invadindo e vadiando.
O dia todo.
E a vida toda assim.
Comportas
O que aconteceu quando você foi embora?
É melhor nem contar.
O tempo se encarrega de apagar tudo um dia.
Um céu azul e claro há de surgir.
Nasce agora, uma esperança nova.
O sangue queimando nas veias.
Precisa resgatar a criança.
Sorrir, sentir gosto pela vida, buscar a leveza.
Desligue-se.
Uma vez, ao menos, apague os pensamentos.
Deixe a corrente fluir por entre sua coluna.
Tomando conta do seu corpo. Eletricidade.
Você pode recuperar tudo que é seu.
Se já foi um dia, pode voltar a ser.
Grite, acorde seus monstros, os encare frente a frente.
Chegou a hora. Ela urge: encare seus medos!
As respostas virão como água descendo na cachoeira.
Minhas lágrimas descendo pela face.
Nunca desista, nunca vai ser tarde.
Levante agora e faça algo novo de alguma maneira.
Conecte o amor que há dentro de você.
Busque, perceba, silencie...
E escute mais do que sua fala.
Sinta a outra fala, aprenda com ela, seja paciente.
Desde que você foi embora.
O tempo passou.
Muita água rolou e levou bastante da minha combalida alma.
Mas ainda resta muita coisa represada.
Quem vai abrir as comportas?
É melhor nem contar.
O tempo se encarrega de apagar tudo um dia.
Um céu azul e claro há de surgir.
Nasce agora, uma esperança nova.
O sangue queimando nas veias.
Precisa resgatar a criança.
Sorrir, sentir gosto pela vida, buscar a leveza.
Desligue-se.
Uma vez, ao menos, apague os pensamentos.
Deixe a corrente fluir por entre sua coluna.
Tomando conta do seu corpo. Eletricidade.
Você pode recuperar tudo que é seu.
Se já foi um dia, pode voltar a ser.
Grite, acorde seus monstros, os encare frente a frente.
Chegou a hora. Ela urge: encare seus medos!
As respostas virão como água descendo na cachoeira.
Minhas lágrimas descendo pela face.
Nunca desista, nunca vai ser tarde.
Levante agora e faça algo novo de alguma maneira.
Conecte o amor que há dentro de você.
Busque, perceba, silencie...
E escute mais do que sua fala.
Sinta a outra fala, aprenda com ela, seja paciente.
Desde que você foi embora.
O tempo passou.
Muita água rolou e levou bastante da minha combalida alma.
Mas ainda resta muita coisa represada.
Quem vai abrir as comportas?
teu sorriso
As luzes de neon
Parece que piscam teu nome
Na noite fria e escura
Eu encontrar com teu sorriso
E teu olho brilhar
Vou ter coragem de acenar para você?
Ou me sentir pequeno de novo?
Parece que piscam teu nome
Na noite fria e escura
Esse sentimento está virando obsessão
O teu retrato sorrindo
A sua atitude felina
Tuas garras rasgando minha pele
Consigo imaginar tudo e com tantos detalhes
E se por acasoEu encontrar com teu sorriso
E teu olho brilhar
Vou ter coragem de acenar para você?
Ou me sentir pequeno de novo?
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