terça-feira, 7 de março de 2017

Memórias

Achei que nunca fosse esquecer aquele sorriso
Mas o tempo levou.
Tua voz murmurando o quanto era bom
Ainda ecoa, mas já quase distante

Me despeço desse desamor
Confusão de tudo, atropelamento de sentidos
Entre lençóis movíamos mundos
A parte deles tudo era túrbido, olhares vazios

Me despeço sem despedida
Porque não tive direito e no fundo nem quis
Mesmo quando existia (e existiu tão pouco)
Te beijo, quando você for embora, você não vai mais ver, nem sentir...

Achei que aquela pele ia ficar grudada na minha para sempre
Mas durou só o tempo do suor secar
Depois passou, a maré mudou, lavou a areia
Derrubou nossos castelos

Mas deixou presentes
Agora, estou aqui, sentado na beira do mar
Contando conchas, catando as pérolas que mamãe mandou
Para enfeitar meu coração

A brisa mansa
O cheiro de maresia
Você sorrindo distante, pouco importa agora
Já nem lembro mais como era o teu sorriso.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Salto

Vai saltar outra vez
Rumo ao desconhecido
Um vôo no infinito de possibilidades
Outra vez, aquele precipício

A fogueira das vaidades
Os balões subindo
e estourando no ar
Olhos atentos, abertos.

Pensando no Tempo

Se eu fosse forte
Eu saberia
Que a Luz vem para me guiar
E que é preciso estar forte para saber se entregar

Buscar uma união
entre ambos os lados
O masculino e o feminino
Para enfim fertilizar uma comunhão

Se antes do tempo eu fosse além
Não saberia o que fazer
Pois não estaria preparado
Para encarar essa Luz

Ofusca meus olhos
Confunde meus pensamentos
Meus devaneios ficam tortos
Mas depois voltam para seu lugar

É tarde agora,
Melhor esquecer o drama
E partir em busca de horizontes mais amplos
está mais do que na hora, de avultar

Não se preocupe
Não se aflija
Não gaste sua energia
O tempo consome tudo.