sábado, 28 de janeiro de 2012

cada dia

Cada dia pode ser
O último sorriso no canto da boca
A ruga que não vai nascer
A lágrima que ficou presa no olho.

Cada dia sem você
É como se fosse nada
O tempo que parece retroceder
Desejos que morrem na estrada.

sem título (28/01/2012)

É quando me vejo
Aqui sentado à beira de um precipício
Olhando o horizonte
Sentindo a vida escorrer por entre os dedos

Meus sonhos
São como poeira solta no vento
Você confunde tudo o que sinto
Talvez por isso eu me sinta tão estranho

E o tempo que não pára
Os ponteiros que nunca deixam de me engolir.
São como areia movediça
E não consigo escapar (ou não quero)

Talvez nunca assuma
(Que sou viciado em sofrer)
Ou continue fugindo
(Daquilo que eu podia ser)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

marquei teu nome com aquela caneta especial,
que marca toda vez que meu coração sente!
O meu melhor sorriso
Guardei para o fim
Quando tudo mudar outra vez
No que restou do meu sonho

Eu vou acordar
Cultivando sentimentos mórbidos
E meus pensamentos densos
Como os desejos que trago contidos

É uma estrada rara e longa
Mas meus pés conseguem te encontrar
Mesmo que você desapareça
Eles saberão onde te buscar

Eu sou a surpresa que guardei para o fim
E nem sem mais
O que restou de mim
Se estava dormindo ou morto de sono.